Câmara vota salvação de parentes


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Projeto que altera a lei contra o nepotismo - o emprego de parentes - estará em discussão na sessão da Câmara Municipal nesta terça. A proposta de nove vereadores da base governista estabelece que a regra valha apenas para novas contratações. Na prática, a idéia é salvar da degola nomes importantes da administração municipal, como a secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Maria Inês Archetti (PSDB), mulher do vice-prefeito Ary Balieiro (PTB), e David Batista Neto, chefe do Setor de Atendimento da Secretaria de Saúde e irmão da vereadora Graciela Ambrósio (PDT). Pelo texto original da lei aprovada pela Câmara, os parentes teriam que deixar seus cargos até 9 de julho. Com a revogação prevista no projeto que será discutido nesta semana, a regra não afetará quem já ocupava cargos antes de sua aprovação. Luiz Carlos Fernandes (PDT), Jepy Pereira (PSDB), Rui Engrácia (PSDB), Marcelo Mambrini (PMN), Donizete da Farmácia (PMN), Nirley de Souza (PSC), Marcelo Caleiro (PMDB), Zezinho Cabeleireiro (PTB) e Bahia (PDT) assinam a proposta. Nenhum dos nove co-autores admitiu à reportagem do Comércio ter tido a idéia da “rasteira”. O termo é usado pelo autor da lei contra o nepotismo, Valter Gomes (PSB), que promete lutar até o fim para evitar a mutilação de seu projeto. “A Câmara avançou e, de repente, essa manobra sem autor declarado seria um retrocesso. Tentarei convencer os vereadores mais novos de que isso será um tiro no pé”, disse Valter. ESSE FILHO NÃO É MEU Apesar de nos bastidores do governo estar confirmado que a idéia de driblar o projeto de lei contra o nepotismo saiu de dentro do gabinete do prefeito, em entrevista ao repórter Marcos Junqueira, no dia 12, Sidnei Rocha (PSDB) negou qualquer envolvimento com a formulação do projeto. “Todo mundo sabe que a posição do prefeito é favorável à lei. Quando os vereadores amigos (sic) do prefeito apresentam um projeto, não quer dizer que ele concorde”. Pressionado pela reportagem, Sidnei disse que poderia até embargar a proposta em caso de aprovação. “Sim, posso até vetar”, disse sem mostrar nenhuma convicção. “Estamos discutindo qual a posição do prefeito em relação a um projeto que nem foi apresentado”. Na verdade, a proposta já havia sido protocolada há uma semana.

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