SUA MAJESTADE, O REI PELÉ


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Estou em Munique e aqui o assunto é futebol e cerveja. Para mim, é a melhor cidade alemã. Aqui originou-se a Oktoberfest, por volta de 1810, com a festa de casamento do rei Ludovico II, um extravagante monarca que mandou construir o belíssimo castelo de Neuschwanstein, o cartão-postal de toda divulgação do turismo alemão e o castelo mais fotografado do mundo. Já o visitei cinco vezes e nestes dias que estarei por aqui, quero ir novamente, pois esta região da Baviera é maravilhosa. Estou no mesmo hotel em que se hospeda a seleção da Arábia Saudita e ontem chegou a seleção australiana. Estarei perto dos “inimigos”. Já que falamos da Austrália, uma observação: eles estão entusiasmados com a vitória sobre o Japão, mas não têm tradição alguma e só se classificaram para a Copa do Mundo na repescagem. O Brasil deve vencer com facilidade, estou confiante, pois com qualquer resultado negativo, é óbvio que não chegaremos a lugar nenhum. Não me canso de falar do Pelé. Ele estava concedendo entrevista para uma emissora de televisão que transmitia seu programa esportivo direto de um ginásio de esportes. Assim que entrou, os alemães, de pé, bateram palmas e gritaram o seu nome. Ao ver uma senhora de cabelos brancos que vestia a camisa do Brasil, o “rei do futebol” foi até ela, abraçou-a, beijou-a e pediu uma bola para o coordenador do programa. Após autografá-la, deu a redonda para a feliz vovó alemã. Essas são gentilezas e o cavalheirismo de um verdadeiro rei. Do aeroporto ao hotel, passei ao lado do fantástico estádio em que o Brasil jogará domingo. Dá para arrepiar. Um abraço e todos os leitores que quiserem se comunicar comigo, dando opiniões ou formulando perguntas, podem enviar e-mail para: wagner@magazineluiza.com.br ou wagner.garcia@netsite.com.br. Responderei aqui da Alemanha. Até breve.

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