SEM SOLUÇÃO
“O município ainda não tem uma política pública para atender jovens, entre 18 e 25 anos, usuários de drogas, nem conta com psicólogos para acompanhar a família. De imediato, visitaremos a família para fazer o diagnóstico da situação e orientá-la a tentar resolver os problemas. O rapaz poderá ser encami-nhado para a área da saúde a fim de tratar a agressividade causada pelo uso das drogas”. Maria Ignez Archetti, secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social
“Haverá uma reunião no dia 30 de junho com o Conselho Municipal Anti-Drogas, recém-empossado, para definirmos políticas públicas de prevenção do uso de drogas e para atender quem já vive esse problema. Levarei o caso de JPL para a pauta da reunião e, como há urgência de atendimento, agilizaremos as contribuições dos conselhos à família e ao rapaz”. Marcos De Lucca Fonseca, presidente do Conselho da Juventude
“Se o usuário de drogas não quer ser internado, não temos o que fazer. É impossível ajudar quem não quer ser ajudado. A fazenda é o último estágio para quem quer realmente mudar de vida, quer compromisso sério com a família, sociedade e Deus. Se aceitar se recuperar, o jovem ficará nove meses internado e será tratado com os doze passos cristãos, sem medicamentos, apenas com orações, missa, intercessão. É um trabalho totalmente espiritual”. Ronaldo Zanatto, coordenador do Narev (Núcleo de Apoio e Recuperação da Vida)
“Como trata-se de uma ação individual e de uma pessoa maior (20 anos), a ação não cabe ao Ministério Público. A própria família deve entrar com medidas para resolver o problema. Primeiramente, procurar ajuda sociopsicológica. Se o jovem não quiser ser internado para tratamento, os pais podem contratar um advogado para pedir internação compulsória, com determinação judicial. Como o filho é emancipado, os pais não são obrigados a sustentá-lo e podem colocá-lo para fora de casa”. Paulo César Corrêa Borges, promotor de Justiça e Cidadania
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