‘Não dá para concorrer nos preços’


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Concorrer com grandes supermercados na hora de etiquetar os preços dos produtos é praticamente impossível para os minimercados. Mas atender bem a clientela é a solução encontrada para não “perder” o freguês. Sirlei de Oliveira Damas, que trabalha com o marido e o filho no minimercado Guanabara, disse que os clientes até reclamam dos preços, mas há justificativa. “Donos de grandes supermercados podem comprar muitos produtos de uma só vez. É assim que eles conseguem fazer promoções. Mas nós não conseguimos isso e o jeito de atrair clientes fica por conta do bom atendimento, simpatia e, é claro, da amizade que vamos fazendo com os moradores do bairro”. Criatividade para atrair fregueses também vale. Ao caminhar pela Avenida Carlos Roberto Haddad, no Jardim Aeroporto, é possível conferir preços de produtos de um supermercado próximo e que concorre com outro que tem quatro lojas na cidade (o Lopes). O dono do supermercado colocou em diversas árvores, que ficam no canteiro central da avenida, cartazes com preços dos produtos. Se para alguns não há motivos para fechar as portas, para outros a concorrência traz o desejo de mudar de ares. Este é o caso de Manoel Alves, 58. Depois de alguns anos à frente de um minimercado, ele decidiu fechar as portas e mudar de bairro. “Vou para um bairro novo que está começando a se povoar. Trabalharemos em família, sem nenhum funcionário. Quero trabalhar apenas para sobreviver”.

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