Minimercados prontos para ‘peitar’ os grandes


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Enquanto os supermercados da cidade se preparam para enfrentar a chegada das grandes redes - Carrefour e Wall-Mart -, prevista para este ano, os proprietários de minimercados não estão preocupados com a “invasão dos gigantes”. A presença das hiperlojas do varejo na cidade não deve afetar o dia-a-dia das mercearias de bairro. A reportagem do Comércio esteve em cinco regiões para descobrir qual a melhor estratégia dos pequenos para se manter no negócio. Para o segmento, a maior dificuldade é driblar a concorrência dos supermercados já instalados na cidade e que ficam no meio do caminho - nem gigantes, nem pequenos - mas que fazem sombra ao negócio de quem é menor, atraindo parte da clientela. Como não têm condições de concorrer de igual para igual nos quesitos preço, quantidade e variedade de marcas, apelam para duas estratégias que, a princípio, têm retorno garantido: o bom atendimento e a velha caderneta. E garantem que estão prontos. Ao inaugurar o mercado Parati, no Jardim Parati, há 14 anos, Lindalva Silva nem imaginava que um grande supermercado se instalaria a 500 metros e ameaçaria seu negócio. Com poucos recursos para investimentos e compra de estoques de produtos para garantir um preço melhor, a saída que encontrou foi fidelizar o consumidor por meio de facilidades no pagamento. Deu certo e sua freguesia se manteve. “Alguns têm cadernetas e outros notas promissórias. Falta qualquer coisa em casa, é para cá que eles correm”, disse ela. O comerciante Marcelo Henrique Silva trabalha com a mulher e o filho há dez anos no minimercado Marangoni, no Jardim Aeroporto 3. Marcelo diz que o bom atendimento é fundamental, mas ele procura estar sempre atento aos preços, para os produtos serem o mais atraentes possível. “Só não tenho funcionários”, conta. O negócio familiar, aliás, é maioria entre os minimercados consultados pela reportagem. São poucos os que mantêm funcionários. É o caso da mercearia de Sirlei de Oliveira Damas, que trabalha com o marido e o filho e tem um empregado. Se o quadro reduzido é importante para enxugar custos, por outro lado acarreta uma extensa jornada de trabalho. “Não descansamos nem no domingo”, conta ela. O esforço, acredita, é necessário. Seu minimercado enfrenta três redes de supermercados na região do Jardim Guanabara que abrem aos domingos. O trabalho requer dedicação, mas nenhum dos entrevistados pensa em deixar o negócio. “Quero abrir aqui perto outra loja com produtos diferenciados”, sonha a comerciante Lindalva Silva, do Jardim Parati.

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