O sonho do pároco da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde de Batatais, padre Eloy Pupim, 72, de substituir o piso original da igreja, construída na década de 50, por modernas placas de granito, está prestes a ser realizado. A reforma, estimada em R$ 120 mil, começou na última semana e a previsão é de que seja concluída até agosto. “As obras foram divididas por partes e a igreja não está nem ficará totalmente interditada, apenas parcialmente”, disse o guia turístico da igreja, Antônio Otávio Squarise, para a tranqüilidade de fiéis e turistas. Assim, o horário de visitação e das missas permanece o mesmo.
Dentro de três anos, Pupim se aposenta e, para que a reforma fosse feita antes disso, em março a paróquia lançou uma campanha, intitulada “Campanha do Diploma”, com o objetivo de arrecadar recursos. Aqueles que contribuem com qualquer valor acima de R$ 75 recebem um documento de gratidão da paróquia, batizado de “diploma”.
De acordo com Squarise, a obra é necessária, uma vez que as cerâmicas do piso atual estão desgastadas. “Não é só questão de estética. Além do desgaste, freqüentemente os pisos estouram e se soltam”. Ele explica que os pisos de cerâmica, originais da década de 50 existentes em toda a área de 890 metros quadrados da igreja, não são mais fabricados, não havendo, portanto, como substituí-los por peças semelhantes.
Segundo o guia turístico, até o momento a campanha resultou na arrecadação de R$ 77 mil. “Com estes recursos vamos trocar todo o piso da parte central da igreja. Conforme formos angariando mais verbas, estenderemos a reforma para os fundos da igreja”.
Se o cronograma previsto for cumprido, as obras levarão cerca de dois meses para serem concluídas. “Estamos trabalhando em cinco pedreiros e a previsão é que terminemos o piso antes do mês de agosto”, disse Antônio Sérgio de Souza, um dos pedreiros que trabalham na Matriz de Batatais.
A igreja, que recebe uma média de 3 mil visitas mensais de turistas, é especialmente conhecida por abrigar quadros de Cândido Portinari. Para evitar possíveis danos, as telas são protegidas com tecidos à medida que a reforma avança. “Já cobrimos grande parte com tecidos. Nos locais em que os pedreiros estão trabalhando, as obras da Via Sacra foram retiradas e guardadas em um local com total esquema de segurança”, disse Squarise.
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