O lavrador Clodoaldo Alves da Silva, 32, conhecido como “Diguinho”, morador em Itirapuã, morreu na manhã de ontem, na Santa Casa de Franca, em decorrência de traumatismo crânio-encefálico. A vítima foi agredida durante uma briga com um tio de sua mulher. A mãe de Diguinho disse que ele foi espancado por mais de uma pessoa e aponta para um suposto envolvimento de sua nora. A polícia procura pelo principal suspeito, o lavrador WRS, 32, tio da vítima, que está foragido e deverá ser indiciado por homicídio.
A dona de casa Maria José Alves levantou graves suspeitas contra a nora, GSP, 26. Para ela, Diguinho pode ter sido atraído pela mulher para o local onde foi agredido. “Eles já haviam brigado outras vezes e ela foi para a casa do WRS. Ela (a nora) sabia que meu filho ia buscá-la. Eu mesma a vi lá. O que ela poderia pensar? ‘Você (WRS) faz o serviço e um abraço’”, disse a mulher, chorando.
GPS, que mora ao lado da casa da sogra, estava tranqüila e negou qualquer envolvimento na agressão que terminou com a morte do marido, com quem tem um filho de um ano e meio. “Na quinta-feira, Diguinho me ameaçou com uma faca. Aí, com medo, ia dormir na casa da minha tia, mulher do WRS, mas, para evitar confusão, resolvi ir para a casa da minha comadre, onde dormi. Só fiquei sabendo do caso no dia seguinte”, disse.
GPS disse ainda que Diguinho era usuário de drogas, bebia constantemente e cumpriu pena por vários delitos. “Ficou preso por roubo, agressão, uso e tráfico de drogas. Mas eu tinha esperança que ele mudasse. Quando estava sóbrio, era uma ótima pessoa. Vou sofrer, porque gostava dele”, disse.
O delegado de Itirapuã, Manir Martos Salomão, disse que o acusado deve ser localizado nas próximas horas. Segundo o policial, as versões das testemunhas apontam para WRS, que deverá ser indiciado por homicídio. “A vítima foi até a casa do agressor, com quem já tivera alguns conflitos, e após discussão e troca de agressões, a vítima teria batido com a cabeça em uma pia”.
Diguinho será sepultado hoje, às 9 horas, no Cemitério Municipal de Itirapuã, com trabalhos da Funerária São Francisco.
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