Sidnei Rocha recua e desiste de criar taxa de iluminação pública


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Sidnei Rocha afirmou que a CIP não passou de “estudos” do secretário de Finanças, Sebastião Ananias. Essa é a segunda vez que ele cogita criar a taxa e depois recua
Sidnei Rocha afirmou que a CIP não passou de “estudos” do secretário de Finanças, Sebastião Ananias. Essa é a segunda vez que ele cogita criar a taxa e depois recua
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) abandonou, pelo menos por enquanto, a idéia da CIP (Contribuição para Iluminação Pública). A tarifa, que foi cogitada pelo secretário de Finanças, Sebastião Ananias, implicaria a cobrança de R$ 6 a mais em cada conta de energia elétrica paga na cidade. Sidnei disse que a contribuição não passou de um “estudo”. O recuo do prefeito marca uma contradição do governo, já que o secretário de Finanças chegou a falar publicamente sobre o assunto, dando a entender que a criação da CIP seria enviada à Câmara Municipal. Essa é a quarta vez que a idéia ronda o bolso dos francanos. As declarações foram dadas durante o programa Franca Hoje, da rádio Hertz AM. “Acho que ainda é cedo”, disse Sidnei. O prefeito afirma que, pelo menos por enquanto, é contra a idéia. O tucano, como de costume, atacou a imprensa. “O secretário faz estudo, a imprensa divulga e aproveita para atacar o prefeito” O secretário a que se refere Sidnei em suas declarações é Sebastião Ananias, titular da pasta de Planejamento e Gestão Orçamentária, que havia contado uma história diferente há uma semana. Em entrevista à rádio Difusora AM, na manhã do último sábado, 10, Ananias revelou que estava preparando um projeto de lei que instituiria a cobrança de R$ 6 na conta de energia elétrica dos francanos que consomem mais de 80 quilowatts por mês. Cerca de 72 mil casas e indústrias de Franca seriam taxadas e o município teria injetados em seu orçamento cerca de R$ 400 mil por mês. Na mesma entrevista, o secretário disse que o projeto ainda passaria pelo aval de Sidnei Rocha (PSDB) antes de seguir para a Câmara Municipal. VELHO FANTASMA Há cerca de cinco anos, a prefeitura de Franca já cogitara a hipótese de instituir a Contribuição para Iluminação Pública. Em 2002 e 2003, o ex-prefeito Gilmar Dominici (PT) enviou projetos para a Câmara propondo a criação da CIP, que corresponderia a 7% do valor da conta de luz dos consumidores. Ambos foram rejeitados. No final do ano passado, Sidnei ressuscitou a idéia de seu antecessor, mas desistiu pouco tempo depois, diante da discordância de sua própria base de apoio. A mesma história se repetiria desta vez. As declarações de Ananias, desmentidas agora por Sidnei, foram suficientes para suscitar opiniões na Câmara. Mesmo sem nem sequer ter acontecido o envio do projeto, três vereadores ouvidos pelo Comércio sobre o assunto foram unânimes. Dizem não à nova taxa. “Sou contra até o último minuto. Pode vir o Ananias, o prefeito, o presidente da República aqui pedir. Eu não aprovo”, disse Marcelo Valim (PSDB). Luiz Carlos Fernandes (PDT) também rechaçou a idéia. “Fui contra na época do Gilmar e continuo contra agora”. Valter Gomes (PSB) foi outro a criticar. “Essa gente não sabe o que é ser povo”.

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