Junho traz a terna lembrança das festas populares ao redor de Santo Antonio, São João e São Pedro. Com a fogueira que aquece as noites do inverno, o quentão, os doces e quitutes elaborados pelas mãos habilidosas das mãe e avós, eis que surgem os dançarinos da quadrilha e com fogos de artifício vemos o mastro com as estampas dos santos. Com fé e respeito reza-se o Terço.
A tríade de homenagens inicia-se com Santo Antonio de Pádua, no dia treze. Antonio, cujo nome de registro é Fernando de Bulhões Y Taveira de Azevedo, nasceu em Lisboa em 1195. Entrou aos quinze anos no colégio dos cônegos regulares de Santo Agostinho. Mais tarde entrou na Ordem dos frades mendicantes de Coimbra. Morou no convento dos franciscanos, cujo prior o levou consigo a Assis para o Capítulo Geral. Aqui, Antônio conheceu pessoalmente São Francisco de Assis. No convento recebeu as humildes funções de cozinheiro, viveu na obscuridade até que seus superiores, percebendo seus extraordinários dons de pregador, enviaram-no pela Itália e pela França. Antonio teve finalmente sua morada fixa no convento de Arcella, a 1 km de Pádua.
Ele morreu em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 1232, apenas um ano após a morte, apoiado por uma popularidade que sempre cresceria de época em época.
Em seguida vem São João Batista. Ele é chamado o “batizador”, é filho de Zacarias e de Isabel. O nome João significa “Deus é propício”. Isabel era prima de Maria, a mãe de Jesus. No dia do nascimento, Maria estava lá, ela veio de Nazaré, onde morava, até Ain-Karen para ajudar nos trabalhos da casa. A celebração do nascimento do Batista é, com a do nascimento de Jesus e de Maria, a única festa litúrgica que a Igreja dedica ao nascimento de um santo.
Na história da Redenção, João Batista está entre as personalidades mais singulares: é o último profeta e o primeiro apóstolo, enquanto precede o Messias e lhe dá testemunho.
Juntamente com a pregação, João ensinava a rezar, fazer penitência e arrepender-se dos pecados. Ele aconselhava as pessoas e as batizava em nome de Deus para que não pecassem mais, pois quem peca sente-se mal consigo mesmo, com os outros e se afasta de Deus. Porque João fazia esse rito de batizar, de passar pela água para simbolizar a purificação, ele passou a ser conhecido como Batista, e hoje nós o chamamos de João Batista. Ele batizou Jesus no Jordão. O seu dia, 24 de junho, é comemorado com muita alegria.
E, no dia 29 de junho, celebra-se São Pedro. A liturgia da Igreja acrescenta São Paulo. A palavra e o sangue são a semente com que os santos Pedro e Paulo, unidos com Cristo, geraram e geram a Roma cristã e a Igreja inteira. Pedro recebe de Jesus uma importante missão: foi o primeiro Papa da Igreja. Ele professou a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo. Ele também titubeou no pátio enquanto Jesus estava passando pelo julgamento. Mas o próprio Cristo lhe fortaleceu para que fosse a força de muitos: ele foi a primeira testemunha pública da Ressurreição.
Paulo, que era Saulo, no caminho de Damasco é amado por Deus. Como soldado perseguia os cristãos, como convertido formou novos cristãos pela palavra anunciada. Os dois testemunharam pelo martírio.
Festejar os santos de junho contribui para aumentar nossa fé e servir melhor a Deus.
PE. JOSÉ GERALDO SEGANTIN é pároco da Catedral de Franca
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