Depois de passar mal e ser encaminhado a uma clínica em Frankfurt para realizar exames laboratoriais e de imagem, o atacante Ronaldo voltou a participar ontem normalmente das atividades com o restante do grupo da seleção. O jogador seguirá tomando medicação e passando por uma dieta alimentar, segundo o médico José Luís Runco. Ele se irritou quando questionado se o problema sofrido pelo Fenômeno era semelhante ao enfrentado por ele horas antes da final da Copa de 1998. “Não posso responder isso porque eu não era o médico da seleção naquela época e só posso especular sobre problemas emocionais quando encerrar o lado orgânico”, disse Runco, que depois falou em um possível “estresse” vivido pelo jogador. No Rio de Janeiro, a hipótese de tensão psicológica foi levantada por Lídio Toledo, médico da CBF na Copa da França. Na Alemanha, Runco garantiu que Ronaldo está com a saúde perfeita. Esbanjando mau humor, o médico da seleção brasileira explicou secamente a decisão de levar o jogador para a bateria de exames. “Eu faço medicina e, quando alguém se apresenta com uma queixa, é minha obrigação investigar. O Ronaldo teve uma tonteira e o levamos para realizar exames para que o atleta pudesse ter tranqüilidade para trabalhar”.
Enquanto isso, os jogadores do elenco tentavam demonstrar confiança no Fenômeno. O principal deles foi Roberto Carlos. “Todo mundo quer elogiar o Ronaldo. Ele foi três vezes o melhor do mundo. Dei minha palavra, já fiquei mais concentrado e junto com ele do que com minha família. Precisamos tirar a responsabilidade do Ronaldo”, explicou Roberto Carlos, que também é companheiro do atacante no Real Madrid. O lateral ainda expressou a resposta que recebeu de Ronaldo: “Ele falou que vai conseguir jogar o seu melhor futebol”.
Questionado se pretende tirar o Fenômeno da equipe diante do Japão caso seu desempenho domingo beire o ridículo novamente, Parreira primeiro foi irônico, mas, na seqüência, admitiu a possibilidade. "Não tenho bola de cristal para falar que o Ronaldo não vai jogar bem de novo, e prefiro visualizar coisas azuis, otimistas", desconversou. "Se o Ronaldo fosse um jogador iniciante na seleção, o panorama poderia ser outro, mas no manual da seleção, todos têm que estar bem. Se houver necessidade, poderemos mudar nomes ou esquemas", finalizou.
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