Baldocchi: um eterno craque


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O ex-zagueiro da seleção de 1970, Corínthians e Palmeiras, José Guilherme Baldocchi, 60, retornou da Alemanha, onde foi homenageado pela Fifa. Depois disso, ele comentou que a Copa do Mundo mudou muito nas últimas três décadas. O ex-jogador, nascido e morador em Batatais, mostrou com orgulho a miniatura da Taça Fifa recebida durante a cerimônia de abertura da competição. “Estou muito feliz. Homenagens são boas agora, enquanto estamos vivos”, disse com bom humor. Baldocchi afirmou que, maior que a emoção de ser homenageado, foi o prazer que sentiu ao reencontrar velhos amigos. “Valeu pela oportunidade de encontrar principalmente os amigos da Copa de 70, vi quase todos”. Para ele, a principal diferença dos campeonatos mundiais de hoje em relação aos da época em que jogava é a repercussão dos fatos. Ao chegar à Alemanha, a surpresa, segundo ele, ficou por conta da organização, especialmente do rígido esquema de segurança. “O campeonato está extremamente organizado, as cidades totalmente limpas e todas as pessoas são revistadas antes, durante e depois dos jogos. Até os veículos são vistoriados”, afirmou. Ele assistiu ao primeiro jogo da Copa do Mundo no estádio de Munique, o Allianz Arena. Já a partida do Brasil, decidiu vê-la em casa. “Lá (na Alemanha) é tudo muito agitado, tudo muito longe. A maioria dos ex-jogadores preferiu voltar e assistir aos jogos no conforto de casa”. A vitória da Seleção foi vista com bons olhos por ele. “Se tivessem ganho com muitos gols, pensariam que já eram campeões. Penso como o Cafú: temos que ir de grão em grão, de degrau em degrau. Se começar com muita euforia, corre-se o risco de não chegar lá”. Sobre as bolhas nos pés de Ronaldo, o ex-jogador disse tratar-se de desculpa. “Ele pode ter machucado o pé ou não está se sentindo bem, ou está pesado demais. A bolha no pé é uma boa saída (risos)”. E como todo bom brasileiro, deixa o seu palpite: entre as seleções finalistas aposta na do Brasil, Alemanha, Espanha e Itália.

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