O lavrador Joaquim Aristeu Ribeiro, 60, tem passado os dias sozinho. Ele não casou, mudou-se de Minas Gerais para Franca aos 42 anos e não tem parentes na cidade. Mora numa casa simples, de rua e entrada de terra, com cozinha, quarto e banheiro, no Jardim Ipanema.
Joaquim sofre de pressão alta, sente fortes tonturas e fraqueza pelo corpo freqüentemente. Quando está bem, arrisca cozinhar arroz, feijão ou carne (doados por conhecidos), mas não consegue cuidar da casa. Ontem, as panelas, sem condições de uso, estavam sobre a pia e fogão com formigas, poeira e restos de comida.
O lavrador não tem renda há anos. O último registro na carteira de trabalho data ano de 1996. Ele sobrevive com as doações de conhecidos, mas quer receber aposentadoria. “Os vizinhos cooperam comigo, mas se eu receber meu dinheiro é mais fácil. A gente fica até mais animado”.
A dona de casa Maria José Batista, 41, é quem se esforça para conseguir o benefício do INSS. “Já procurei advogado que está cuidando do caso. Pedi ajuda para várias pessoas para podermos pagá-lo”. Ela também auxilia Joaquim em outros aspectos. Há quatro meses, soube que estava abandonado e resolveu assisti-lo. “Vi que ele estava à míngua, sozinho, sem tomar banho direito. Fiquei com dó e resolvi ajudar”.
Maria José o leva ao médico, para fazer exames, faxina a casa dele e ontem pela manhã o acolheu em sua casa, no Jardim Paulistano II, por receio de que ele passasse mal sozinho e morresse por falta de socorro. “Não tenho muitas condições, mas faço o que posso. Se cada um ajudar um pouquinho, Joaquim poderá ter uma vida mais digna”. Para cuidar dele, ela pede contribuição com cestas básicas, frutas, leite, roupas e calçados para Joaquim. Doações podem ser feitas na Rua Mário Martins, 350, Jardim Paulistano II. O telefone é 3725-1702.
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