O futuro da “advogada do crime” está nas mãos da Justiça. A Polícia Civil de Franca relatou e protocolou no Fórum, ontem, o inquérito que pede a prisão preventiva de Adriana Telini Pedro, 35. Ao lado de outras três pessoas, ela foi formalmente denunciada por formação de quadrilha. Por causa do feriado prolongado, o Judiciário só deverá analisar a solicitação a partir da semana que vem.
O inquérito policial foi encaminhado à 3ª Vara Criminal no período da manhã e recebeu o número 1201/05. Com o pedido de prisão preventiva, caberá ao juiz Luiz Pinheiro Sampaio decidir o futuro de Adriana Tellini Pedro. Se o juiz tiver o mesmo entendimento do delegado, a prisão deve ser decretada de imediato. Caso prefira ouvir o MP primeiro, o magistrado poderá pedir que a Promotoria se manifeste antes de decretar a prisão.
Ainda não foi confirmado qual será o promotor responsável pelo caso. Se obedecidas as normas de distribuição dos processos, que levam em consideração o número final, o indicado seria o promotor Ivan Nascimento de Castro. Ele encontra-se em férias e retornará ao trabalho na segunda-feira. Não haverá mais expediente no Fórum nesta semana por causa do feriado. Após receber o processo, o promotor terá um prazo de 15 dias para se manifestar.
Antes mesmo de ser apreciado pela Justiça, o pedido movimentou a defesa de Adriana Telini.
Tão logo tomou conhecimento da representação policial, o advogado Ruy Engrácia Garcia, que a defende, esteve na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) em busca de informações.
Entrevistado pelo Comércio, reclamou da Polícia Civil, disse que sua cliente estaria sendo perseguida e que não havia razões para o pedido de prisão preventiva. Afirmou que Adriana Telini recebeu a notícia com tranqüilidade. “Não estamos preocupados. Só pediram (a prisão) para dar uma justificativa à imprensa. O fato de (a polícia) pedir (a prisão de Adriana) não significa que o juiz atenderá”.
Ruy Engrácia voltou a dizer que sua cliente seria inocente e que as provas contra apresentadas contra ela teriam sido “adulteradas”. Disse que recorrerá às instâncias superiores caso o pedido seja deferido pela Justiça local. Também não descartou a possibilidade de ingressar com um pedido de habeas corpus preventivo.
A advogada Adriana Telini Pedro foi indiciada por formação de quadrilha após ter sido flagrada por escutas telefônicas combinando assaltos com criminosos supostamente ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Esta não é a única acusação que pesa contra ela. A Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) abriu inquérito para apurar o envolvimento dela com o tráfico de drogas, mas este processo ainda não foi enviado à Justiça.
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