Falta de prática na leitura, problemas de visão, nervosismo. São muitos os fatores apontados pelo vereador Zezinho Cabeleireiro (PTB) para explicar os freqüentes erros cometidos, cada vez que sua intervenção é necessária na condução dos trabalhos da Câmara Municipal. Os equívocos, muitas vezes, arrancam risos de seus colegas. Mas, sabendo da dificuldade, o vereador vem se esforçando para melhorar o desempenho.
Zezinho Cabeleireiro ocupa o cargo de segundo secretário da Casa desde o início do ano. Quando o primeiro secretário Marcelo Valim (PSDB) se ausenta do plenário é ele quem lê projetos, faz chamada para votações, comunica pareceres. É aí que a compreensão e a agilidade dos trabalhos chega a ser comprometida.
Problemas acontecem. Uma das principais séries de trapalhadas cometidas por ele aconteceu no dia 18 de abril. Enquanto realizava chamada para a votação, a pronúncia do nome do vereador Gilson Pelizaro (PT) arrancou risos de muitos, inclusive do petista. Zezinho o chamou de “Pelizar”. Em seguida, o petebista convocou o presidente da Casa, Marcelo Mambrini (PMN), a votar, quando ele não poderia fazê-lo. Depois, se confundiu com os outros dois “Marcelos” que compõem a Casa. Chamou o Valim de Caleiro. Por último, o segundo secretário tornou parentes dois de seus colegas. “Rui Engrácia Garaluz Fernandes”, pronunciou em alto e bom som, quando, na verdade, queria convocar Rui Engrácia Garcia Caluz (PSDB) a votar.
Por essas e outras, Zezinho reconhece a deficiência. “A gente morava na roça, não teve tanta oportunidade para estudar”. Mas o petebista, que cessou os estudos na 6ª série, está tentando melhorar seu desempenho. “Estou cursando o supletivo à distância e logo farei o exame para concluir a 8ª série. Agora, sobrou um tempinho, eu já estou lendo”, disse. Além disso, Zezinho apontou outros fatores que contribuem para erros de leitura. “Tenho problemas de vista e também ficava nervoso na hora de usar o microfone. Mas já troquei os óculos e me acostumei a falar em público. Acho que estou melhorando”. E é verdade. Apesar de ainda engolir alguns “ésses” e trocar “eles” por “erres”, é possível notar evolução no desempenho do vereador. A platéia agradece. O idioma também.
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