O esforçado Zezinho


| Tempo de leitura: 2 min
Falta de prática na leitura, problemas de visão, nervosismo. São muitos os fatores apontados pelo vereador Zezinho Cabeleireiro (PTB) para explicar os freqüentes erros cometidos, cada vez que sua intervenção é necessária na condução dos trabalhos da Câmara Municipal. Os equívocos, muitas vezes, arrancam risos de seus colegas. Mas, sabendo da dificuldade, o vereador vem se esforçando para melhorar o desempenho. Zezinho Cabeleireiro ocupa o cargo de segundo secretário da Casa desde o início do ano. Quando o primeiro secretário Marcelo Valim (PSDB) se ausenta do plenário é ele quem lê projetos, faz chamada para votações, comunica pareceres. É aí que a compreensão e a agilidade dos trabalhos chega a ser comprometida. Problemas acontecem. Uma das principais séries de trapalhadas cometidas por ele aconteceu no dia 18 de abril. Enquanto realizava chamada para a votação, a pronúncia do nome do vereador Gilson Pelizaro (PT) arrancou risos de muitos, inclusive do petista. Zezinho o chamou de “Pelizar”. Em seguida, o petebista convocou o presidente da Casa, Marcelo Mambrini (PMN), a votar, quando ele não poderia fazê-lo. Depois, se confundiu com os outros dois “Marcelos” que compõem a Casa. Chamou o Valim de Caleiro. Por último, o segundo secretário tornou parentes dois de seus colegas. “Rui Engrácia Garaluz Fernandes”, pronunciou em alto e bom som, quando, na verdade, queria convocar Rui Engrácia Garcia Caluz (PSDB) a votar. Por essas e outras, Zezinho reconhece a deficiência. “A gente morava na roça, não teve tanta oportunidade para estudar”. Mas o petebista, que cessou os estudos na 6ª série, está tentando melhorar seu desempenho. “Estou cursando o supletivo à distância e logo farei o exame para concluir a 8ª série. Agora, sobrou um tempinho, eu já estou lendo”, disse. Além disso, Zezinho apontou outros fatores que contribuem para erros de leitura. “Tenho problemas de vista e também ficava nervoso na hora de usar o microfone. Mas já troquei os óculos e me acostumei a falar em público. Acho que estou melhorando”. E é verdade. Apesar de ainda engolir alguns “ésses” e trocar “eles” por “erres”, é possível notar evolução no desempenho do vereador. A platéia agradece. O idioma também.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários