Decisão deve sepultar máfia dos exames


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A decisão judicial que obriga Prefeitura e Estado a pagarem por exames e remédios a pacientes carentes poderá enterrar de vez a máfia dos exames em Franca. Com a gratuidade dos procedimentos assegurada, não haverá como médicos cobrarem para atender pacientes do SUS, como vinha acontecendo no NGA-16. Cinco médicos e quatro chefes de setor são investigados pela Prefeitura e pelo MP, todos suspeitos de envolvimento com o esquema. O promotor Paulo Borges reconhece que a lei reduzirá a possibilidade de novas irregularidades acontecerem na rede pública da cidade. “Será um passo importante. A falta de fornecimento dá margem a outros entendimentos. Agora, não haverá meio-termo. A pessoa sem condições de arcar com o tratamento médico terá de ser amparada pela Prefeitura e pelo Estado”, disse. Paulo Borges disse também que a decisão judicial não mudará em nada as investigações sobre os suspeitos de envolvimento na máfia dos exames. “Nada mudou. Os casos não têm qualquer relação entre si. Estou no aguardo das informações que solicitei à Secretaria da Saúde, que ainda está no prazo legal para repassá-las, mas vou ouvir todos os suspeitos”.

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