O cinema de Franca promove hoje a pré-estréia de Garfield 2. Dirigido por Tim Hill, o filme baseia-se livremente em O Príncipe e o Mendigo, de Mark Twain, com a diferença de que se trata de “o príncipe e o plebeu”. Temos, aqui, dois Garfields e não apenas um, o que significa que o gato, criado digitalmente, tem de interpretar para levar a história adiante.
Hill inicia o filme por meio de montagens paralelas. Ao mesmo tempo que acompanhamos o despertar do gato principesco num castelo da Inglaterra, com todas as mordomias que lhe garantem a fortuna da dona, do outro lado do Atlântico surpreendemos o próprio Garfield num momento de crise que sobressalta sua existência ociosa. O dono de Garfield ensaia mil e uma maneiras de confessar seu amor à bela veterinária, sempre encontrando resistência no gato, que teme as conseqüências da entrada dela na vida modorrenta dos dois.
Apresentadas as figuras, a dona do “aristogata” morre e ele fica com a herança, para desespero de um lorde do mal, que contava com a morte da tia para transformar sua propriedade num lucrativo resort.
Graças a um desses estratagemas de que os roteiristas gostam de lançar mão, a veterinária é convidada para um congresso na Inglaterra, onde as duas pontas da história se cruzam. O dono de Garfield a acompanha e com ele seguem o gato e o cãozinho da família. Mais um par de cenas e invertem-se os papéis - Garfield instala-se no castelo cercado de bichos súditos que temem pelo futuro de todos, enquanto o felino nobre, vítima do lorde malvado, vive a experiência da vida plebéia.
Nada disso é novo, mas, se você gostou de Garfield no filme anterior, talvez se divirta com ele em dose dupla, mesmo que o programa revele excessiva preocupação em ser politicamente correto e inofensivo para platéias infantis.
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