Dá até para imaginar que se está nos jardins que serviram de cenário para o filme de Tim Burton, Edward Mãos de Tesoura, ou até mesmo nos Jardins Suspensos da Babilônia, idealizados 600 anos a.C. Mas os jardins das fotos são tupiniquins e estão bem mais próximos, em Batatais. Desenhados dentro da arte da topiaria, que consiste em dar formas a plantas e arbustos vivos, ficam na Praça Cônego Joaquim Alves, em torno da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, na região central da cidade.
A praça, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, expõe diversos exemplares desta arte. Mais de uma centena de peças esculpidas são mantidas por funcionários da prefeitura da cidade. O jardineiro José Martins Firmino, 62, é um deles. Funcionário da prefeitura há 17 anos, cuida da manutenção do local. “Para se dar a forma desejada, a manutenção tem que ser constante”, disse. Ele explica que as plantas mais utilizadas são a murta e o cipreste. “Por ser mais robusta, a murta é mais fácil de esculpir. O cipreste é mais frágil, quebra mais fácil e às vezes apresenta alguns ‘buracos’, mas é muito bonito”, explicou Firmino.
Há menos tempo no emprego, o aposentado José Machado, 64, trabalha desde 2003 como jardineiro e também domina a técnica.
Para ele, a arte de adornar o jardim manipulando as plantas e dando a elas formas diversas tem alguns segredos: “Muita paciência para esperar crescer e carinho para fazer a poda”.
Os dois concordam que o trabalho profissional exige também habilidades com a tesoura e o domínio de técnicas de podas adequadas. Firmino lembra que a escolha certa de plantas com um formato compacto, que tenham brotação mais rápida e suportem freqüentes podas, também é indispensável (leia mais no texto abaixo).
Outro fator que contribui para que as obras sejam tão imponentes é o clima da região. Assim, as plantas e as práticas de jardinagem ao ar livre são favorecidas.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.