Tragédia choca amigos e familiares de professora morta em acidente


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Foto de formatura mostra Fernanda Antoneli (à direita) ao lado da irmã gêmea, Flávia, em dia de alegria no fim de 2004: morte violenta da professora chocou amigos e familiares
Foto de formatura mostra Fernanda Antoneli (à direita) ao lado da irmã gêmea, Flávia, em dia de alegria no fim de 2004: morte violenta da professora chocou amigos e familiares
O corpo da professora Fernanda Antoneli de Souza, 23, morta em acidente de trânsito no município de Nuporanga, foi sepultado no Cemitério Jardim das Oliveiras ontem de manhã. A cerimônia foi acompanhada por dezenas de pessoas, entre familiares e amigos da vítima. Professores, diretores e alunos também estiveram presentes. No semblante de todos, muita dor, tristeza e revolta com a forma trágica como ela morreu. Na tarde de segunda-feira, Fernanda seguia para o trabalho, quando teve a viagem bruscamente interrompida pela irresponsabilidade de um caminhoneiro. O motorista saiu de um posto de combustíveis e entrou na rodovia pela contramão. A professora tentou desviar e jogou seu carro para o acostamento. Ao tentar retornar para a pista, bateu de frente em um caminhão carregado de cana. Seu carro ficou inteiramente destruído. Presa às ferragens, ela morreu na hora. O motorista foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). Desde o começo do ano, a professora concursada pelo Estado dava aulas de Educação Artística em Nuporanga. Antes, já havia lecionado em escolas de Restinga e Cristais Paulista. Ao lado da irmã gêmea, Flávia de Souza, estudou no Cefam e formou-se na Unifran em 2004. Ambas faziam o curso de complementação pedagógica na Universidade de Franca. As duas irmãs professoras moravam com os pais na Rua Júlio Flausino, na Vila Santa Luzia. Durante todo o dia, vizinhos, amigos e parentes fizeram questão de passar no local para confortar a família. “Estamos muito abalados com a tragédia. É muito difícil perder uma pessoa tão próxima e da qual gostávamos tanto. Não tenho nem palavras para falar”, disse Flávia. Ela e a irmã dividiam o mesmo quarto, cujas paredes são enfeitadas por quadros pintados por elas. No computador da professora, era possível ver mensagens escritas por alunos na rede de relacionamentos “Orkut”. “Gostava muito dela. Estudamos juntos e nos dávamos muito bem. Estou arrasada. Sentirei sua falta”, comentou Elen Reis, 24, prima de Fernanda e professora, assim como ela.

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