Secretário muda e diz que exame ‘não vale nada’


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O CDI (Centro de Diagnóstico por Imagem) da prefeitura já pode realizar mapeamento cerebral nos pacientes do NGA, mas o procedimento não tem sido realizado. Segundo o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, os médicos não têm encaminhado pacientes para fazer o exame. “O SUS nem cobre esse exame, porque não vale nada. A eficácia do eletro é maior que a do mapeamento”, disse o secretário em uma radical mudança de postura. Quando a denúncia foi divulgada, há menos de uma semana, Ferreira ficou revoltado e garantiu que todos os envolvidos seriam punidos pela prefeitura. Ferreira disse ainda que a descoberta de que o aparelho capacitado para fazer mapeamento, comprado por R$ 27 mil, tem causado problemas à Secretaria. “Não há demanda para fazer o exame. Existem, sim, pessoas que, agora, querem trocar o eletro pelo mapeamento”, disse o secretário, deixando as irregularidades cometidas por seus subalternos em segundo plano. Para Reginaldo Marques, pai de Guilherme, a diferença entre os exames não interessa. O que ele procura é uma solução para o problema do garoto que aguarda o mapeamento, indicado por um médico, desde abril. “Ele já fez vários eletros e até agora os médicos não encontraram solução. Acho que o doutor Danilo (Bertoldi) não pediria se não fosse necessário”, disse Marques. A Unimed de Franca realizou, no hospital e em clínicas conveniadas, 62 mapeamentos cerebrais somente em abril. Por cada exame, a cooperativa pagou R$ 110. O médico Marco Aurélio Ubiali, especialista em tratamentos neurológicos, disse que o mapeamento é importante e mais eficaz que o eletro. “É muito mais abrangente que o eletro e produz um diagnóstico bem mais detalhado”.

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