O NGA-16 conta com três neurologistas para atender os pacientes da rede pública. Todos eles são investigados pela Comissão Permanente de Sindicância, órgão ligado à Secretaria de Governo de Franca, e por inquérito do Ministério Público.
As investigações começaram depois da denúncia da catadora de papelão Maria Doraci Chagas, 49 na última semana durante o programa Hora do Cacete na rádio Difusora. Ela recebeu atendimento no NGA, em dias distintos, pelo neurologista José Reinaldo Nogueira e pelo oftalmologista Amaury César Cagliari Fernandes. O primeiro teria solicitado um mapeamento cerebral e o segundo, exames para medir a pressão dos olhos e de catarata.
Para fazer o primeiro exame, Maria Doraci teria de ir ao consultório parti-cular da neurologista Kátia Maria Martins, que também é responsável pelo setor de eletroencefalografia da prefeitura, e pagar R$ 150. Para fazer o exame indicado pelo oftalmoligista, ela teria que procurar o consultório particular dele mesmo e pagar R$ 60.
Indignado, Alexandre Ferreira abriu a sindicância e descobriu que vários servidores podem estar envolvidos no esquema. Além de Kátia Maria Martins e Amaury César Fernandez, serão investigados o proctologista João Francisco Arantes; os neurologistas José Reinaldo Nogueira e Edith Aparecida de Pádua, todos do NGA-16; a secretária da Unidade de Alto Custo, Rosane Moscardini; a chefe do Centro de Diagnóstico por Imagem, Vera de Freitas; a chefe do setor de Compras da Saúde, Neide Lopes, e a enfermeira-chefe do NGA-16, identificada apenas como Estela.
A Secretaria da Saúde reconhece que faltam médicos, mas Alexandre Ferreira disse não ter uma solução imediata para o problema. “A prefeitura chegou a realizar concurso para a contratação de médicos, mas não houve profissionais para preencher as vagas”.
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