A Secretaria de Estado da Fazenda investiga seis postos de combustíveis em Franca que estariam envolvidos num esquema de sonegação de impostos. Durante um mês de trabalho, fiscais da Fazenda encontraram trinta notas fiscais frias, emitidas por empresas “laranjas”, que juntas somam R$ 600 mil. Desses, R$ 150 mil representam prejuízo aos cofres públicos. Os postos foram identificados após o fechamento de três distribuidoras fantasmas em Paulínia, há pouco mais de um ano.
Osvaldo Coral, inspetor fiscal da Fazenda, não soube informar quais são os postos envolvidos, mas disse que foi possível chegar até eles depois que o esquema, em Paulínia, foi descoberto. “Quando as empresas foram flagradas, havia uma lista de postos em praticamente todas as cidades do Estado e Franca estava incluída. A partir daí começamos o trabalho”, disse.
As notas fiscais, anteriores a 2004, provam a fraude que pode resultar para os donos dos postos em crime de sonegação. Coral disse que a averiguação acontece simultaneamente em todo Estado.
Ele acredita que a falsificação não conta com a conivência dos empresários, mas que esses serão indiciados por crime de sonegação.
O trabalho, explicou Osvaldo Coral, começou há pelo menos um ano e já detectou uma fraude milionária, cujos números não foram revelados. “Foram milhares de notas frias despejadas em todo Estado”, disse Coral.
Donos de postos entregaram à Fazenda comprovantes de pagamentos dos combustíveis, bem como dos impostos, mas isso não os isenta de responsabilidade. O trabalho agora, disse o inspetor fiscal, fica por conta de rastrear a empresa que contratou as distribuidoras “laranjas”.
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