Jean Gomes, do grupo de coordenação de Franca e que também ficou preso de terça a sexta-feira, disse que o MLST mantém 12 advogados em Brasília para tentar tirar da cadeia Paraná e Praxedes juntamente com outros 40 que permaneceram presos. Jean não explica de onde sairá o dinheiro para pagar os advogados, assim como não diz quem custeou os R$ 4 mil gastos com a viagem do grupo até a capital federal. O sem-terra disse apenas que tudo foi pago pelo próprio MLST e por “simpatizantes”, pessoas que não têm sua identidade revelada. Sobre o fato de o governo ter “patrocinado” a manifestação por meio de repasses ao MLST, Jean se limitou a dizer: “Nos últimos dois meses não tivemos nenhum convênio assinado com o governo federal. A nossa viagem foi paga por simpatizantes do movimento”.
Gomes admitiu que a manifestação realmente foi planejada com antecedência, mas que em nenhum momento a coordenação induziu os sem-terra à violência. “O problema é que quando chegamos lá havia dois grupos fazendo manifestações, um da saúde e outro de estudantes. Os ânimos já estavam alterados e só piorou”, se defendeu. Para Jean, a situação em Brasília só fugiu ao controle por conta dos seguranças da Câmara, que teriam iniciado as agressões. Ele só não diz porque os membros do MLST foram ao local armados com paus e pedras.
Gomes disse que o MLST planeja um novo manifesto de repúdio por conta do ocorrido e também pelos líderes que ficaram presos. Não se sabe ainda o local e dia em que isso acontecerá, mas ele garante que não será em Brasília.
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