Os militantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) da região, que participaram da manifestação na semana passada em Brasília, voltaram para “casa”. Dos 98 que participaram do quebra-quebra na Câmara Federal em Brasília na última quarta-feira, dois permaneceram presos no Instituto Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Um deles é David Pereira (Paraná), que participou de todas as invasões na região e tem casa na Fazenda Boa Sorte, em Restinga. O outro é Marcos Praxedes, que coordena o MLST em Ribeirão Preto e também esteve presente nas duas invasões em Cristais Paulista neste ano.
Mesmo com dois militantes presos em Brasília, Jean Gomes, da coordenação regional do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), garante que as invasões continuarão na região e promete ocupar, pelo menos, mais quatro fazendas, ao contrário das 15 anteriormente anunciadas. “Depois do que aconteceu, precisamos rever nossos planos e só ocuparemos áreas que têm chances de virar assentamento”, disse ele.
Gomes disse ainda que o grupo não planeja nenhuma manifestação na zona urbana. “O que importa é que não vamos parar nossa luta pela terra”, disse Gomes, completando que toda a ação do MLST tem o apoio de “parceiros” que acabam “patrocinando” as ações do grupo.
No momento, o MLST mantém dois acampamentos em Cristais Paulista, de onde saiu a maioria dos militantes que participaram do ato em Brasília. “Apesar de muitos companheiros terem participado de um manifesto pela primeira vez e mesmo diante da violência, ninguém desistiu do movimento”, disse ele.
Os mesmos sem-terra também serão convocados para o próximo manifesto previsto para acontecer em breve. Apesar de todo o quebra-quebra ocorrido na Câmara dos Deputados, na última terça-feira, os sem-terra dizem que vão agir. “Não podemos deixar que fiquem comparando a gente com facções criminosas e nem que nossos companheiros continuem presos”.
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