A advogada Adriana Telini Pedro, 35, será denunciada, hoje, à Justiça por envolvimento com o crime organizado. A Polícia Civil de Franca concluiu o inquérito que apura a sua ligação com assaltantes supostamente pertencentes ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e decidiu indiciá-la por formação de quadrilha.
Responsável pelas investigações, o delegado-titular da DIG, Wanir José da Silveira Júnior, pediu a prisão preventiva da advogada. Caberá à Justiça resolver se a advogada vai para a cadeia ou não.
O inquérito que apura a ligação de Adriana Telini com assaltantes foi aberto em junho do ano passado. Escutas telefônicas gravadas pela polícia com autorização judicial flagraram a advogada combinando assaltos aos próprios clientes com bandidos. Apesar da gravidade dos fatos, o caso vinha sendo tratado com lentidão pela polícia e também pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Franca.
As investigações ganharam fôlego extra no dia 21 de maio, quando o Comércio da Franca publicou, com exclusividade, a transcrição dos grampos telefônicos. As conversas entre Adriana Telini e os criminosos tiveram repercussão nacional.
Nos últimos dias, os agentes da DIG ouviram testemunhas e criminosos ligados à advogada. O inquérito chegou ao fim ontem e Adriana Telini foi denunciada por formação de quadrilha. De acordo com o delegado Wanir, não há dúvidas quanto ao envolvimento dela com os presidiários Eurípedes Moura Júnior, o “Perna”, e Evandro Carlos de Faria, além de uma pessoa apelidada de “Jerominho”. “No entendimento nosso, essas quatro pessoas cometeram o crime de formação de quadrilha. Se reuniam com a finalidade de cometer roubos. A Adriana era uma espécie de mentora, pois passou aos criminosos dicas de seus clientes que tinham dinheiro”, explicou.
O pedido de prisão preventiva não significa que a advogada será levada para a cadeia. É preciso esperar o parecer do promotor de Justiça, que, por sua vez, enviará o inquérito para apreciação do juiz.
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