Deputado se envolveu em várias polêmicas


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Roberto Engler está na Assembléia Legislativa há 15 anos. Ao mesmo tempo em que exerceu cargos importantes, como o de relator do Orçamento por sete anos seguidos e o de líder da bancada do PSDB em 1999, também protagonizou situações polêmicas e constrangedoras. A principal delas foi o de permitir o funcionamento de um ponto comercial dentro de seu gabinete. O caso foi denunciado em julho de 2001 e ganhou repercussão nacional. A “Lojinha da Jane”, como era conhecida na Assembléia, seria da vendedora Jane Terezinha Calil e funcionava no terceiro andar da Assembléia. Lá, eram comercializados produtos importados, desde blazers de pelica a computadores de última geração. Em dezembro de 2004, nova polêmica. Durante evento público na Santa Casa de Franca, o parlamentar avançou sobre a repórter do Comércio, Soraia Veloso, e tentou intimidá-la com gestos agressivos e insinuações grosseiras. Até os colegas de plenário já reclamaram do tucano: em julho do ano passado, o deputado Marquinho Tortorello (PPS) disse que Engler assumiu obras suas. O caso chegou à Comissão de Ética da Assembléia Legislativa. “Nós batalhamos pela liberação dos recursos e, quando o governador autoriza, o Engler divulga as obras como se fossem conquistas dele. Isso é antiético”. O peesedebista também chamou a atenção ao ser considerado um deputado “gastão”. Nos meses de abril e maio do ano passado, Roberto Engler informou ter consumido, no item “combustível e lubrificantes”, R$ 10,1 mil em abril e R$ 9,9 mil em maio. A gasolina seria suficiente para que o deputado viesse duas vezes por dia de São Paulo a Franca.

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