O baterista Iggor Cavalera, do Sepultura, maior banda de heavy metal brasileiro de todos os tempos (e a mais famosa banda de rock nacional no exterior), anunciou hoje sua saída do grupo após 22 anos. Iggor alegou incompatibilidade artística com os colegas - o guitarrista Andreas, o baixista Paulo e o vocalista Derrick. “Acredito que a minha missão no Sepultura tenha chegado ao fim. Tenho muito orgulho de tudo o que fizemos, mas hoje sinto que o formato da banda já não atende mais às minhas expectativas como músico e como pessoa. Desde a minha última turnê na Europa, em dezembro de 2004, percebi que as minhas idéias já não batiam com as do resto da banda”, afirmou o músico em comunicado.
Iggor é o segundo Cavalera a deixar o grupo. Em 1996, seu irmão, Max Cavalera, também saiu - as razões apontavam as atitudes centralizadoras da mulher de Max, Gloria, que também era agente da banda e foi comparada a Yoko Ono pelos fãs. Max e Iggor criaram o grupo em Belo Horizonte e são, legalmente, os donos da banda. Mas Iggor disse que não pretende impedir que o Sepultura continue sem os irmãos Cavalera. “Como meu irmão saiu e eu tô saindo, fica difícil exigir isso. Acho meio egoísta. Ainda se fosse por uma briga, algo assim”, afirmou.
Considerado um dos melhores bateristas de rock em ação no País, Iggor chegou a ser convidado para tocar com a banda Guns N’ Roses, mas não quis. Após o lançamento do disco Dante XXI, este ano, ele pretendia passar um tempo cuidando do filho recém-nascido, Antonio. Mas o restante do grupo insistia em excursionar. A cisão com o Sepultura vinha se anunciando desde o ano passado, quando ele se afastou da turnê e foi substituído por Roy Mayorga.
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