Confusão toma conta do PS no fim de semana


| Tempo de leitura: 2 min
Angelita Farias de Pimenta acompanhou a sogra que precisou de atendimento no “Janjão” e teve que esperar por mais de 4 horas para consultar um médico
Angelita Farias de Pimenta acompanhou a sogra que precisou de atendimento no “Janjão” e teve que esperar por mais de 4 horas para consultar um médico
O fim de semana foi marcado por muita confusão no Pronto-Socorro “Dr. Janjão”. Na sexta-feira, cerca de 40 pessoas ficaram mais de 3 horas esperando por atendimento no PS Infantil. No sábado, mais problemas. Irritados com as cerca de 4 horas de espera, os pacientes chegaram a discutir com funcionários da unidade e a Polícia Militar precisou intervir. Na noite de sexta-feira, muitas crianças que chegaram ao PS no final da tarde só foram atendidas depois das 23 horas. “Cheguei aqui às 19 horas, meu filho estava com 39 graus de febre, passaram muita gente na frente, o médico saiu e nós ficamos aqui mais ou menos 45 minutos sem chamar ninguém”, disse o pedreiro Moacir Aparecido Souza às 22h45. Revoltada, a dona de casa Roseli Almeida Miranda relatou um caso parecido. “Meu menino está sem comer, vomitando sem parar e com diarréia. Nada de me chamarem desde as 18h40”. O chefe do PS, Ricardo Barichelo Neto, disse que o problema foi o dia. “Às sextas-feiras, existe uma concentração de pacientes. Durante a semana, as pessoas não vão às UBSs (Unidades Básicas de Saúde), onde há pediatra, e no fim da tarde de sexta vêm para cá”. Segundo Ricardo, três médicos estavam atendendo. Para quem foi à unidade no sábado, a justificativa não convenceu. Com problemas mais graves no PS adulto, os pacientes voltaram a se irritar com o longo tempo de espera. Angelita Farias de Pimenta Pereira, 18, acompanhava a sogra, que ficou na fila por mais de 4 horas. A dona de casa Izilda Aparecida Dias Barbosa, 45, chegou ao PS às 9 horas com dores na nuca e só recebeu atendimento às 13 horas. “Ela só foi atendida depois que ameacei chamar a polícia. Mesmo assim atenderam e a colocaram para fora, sem nenhuma medicação”, disse Angelita. Atendentes que preferiram não se identificar disseram que até às 14h30 havia apenas um médico na unidade. Às 15 horas, outros três médicos iniciaram o trabalho. Na tarde de sábado, o responsável pelo pronto-socorro, Ricardo Barichelo Neto, não foi localizado. Ele não estava no PS na hora em que a reportagem foi acionada e não atendeu às ligações pelo celular. Até o fechamento desta edição, Barichelo não havia retornado aos recados. O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, também foi procurado, mas seu celular estava na caixa postal.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários