Polícia conclui inquérito e deve pedir prisão de Adriana Telini


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A advogada Adriana Telini Pedro sai discretamente à porta de seu escritório, no Centro. Situação se complica cada vez mais
A advogada Adriana Telini Pedro sai discretamente à porta de seu escritório, no Centro. Situação se complica cada vez mais
A advogada Adriana Telini Pedro poderá ser presa preventivamente nesta semana, se assim a Justiça determinar. O inquérito policial será entregue na tarde desta segunda-feira no Fórum “Alberto de Azevedo”, em Franca. Indiciada por formação de quadrilha, é a primeira vez que se cogita sua prisão preventiva desde o dia 21.05, quando foi publicada pelo Comércio da Franca a primeira de uma série de reportagens que revelam, por meio de escutas telefônicas feitas pela polícia, seu ligamento com o mundo do crime. O titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Wanir José da Silveira Júnior, responsável pela condução do inquérito de formação de quadrilha, não deu maiores detalhes sobre a conclusão do inquérito, mas duas fontes ligadas ao delegado confirmaram que ele deve pedir a prisão preventiva. Pelo Código de Processo Penal, a polícia pode pedir a prisão preventiva em vários casos, como, por exemplo, se considerar que a liberdade de Adriana Telini possa prejudicar a ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal ou quando há prova da existência do crime e indício suficiente de autoria do crime. A polícia, através das escutas autorizadas pela Justiça, flagrou Adriana combinando assaltos a clientes com Eurípedes Moura Júnior, o “Perna”, e outros dois marginais, motivos pelos quais foi indiciada. Se esta prova for confirmada, Adriana pode ser presa e encaminhada ao presídio feminino de São José da Bela Vista. PROMOTOR ATACA A conclusão do inquérito e seu encaminhamento ao Fórum acontece depois de uma semana em que nomes de peso do mundo jurídico condenaram as atitudes de Adriana Telini. O promotor de Justiça Fernando Capez, em entrevista ao Comércio, disse que: “Sendo comprovadas, as denúncias apontam não para uma advogada, mas um membro de uma quadrilha de criminosos com uma carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)”, disse (leia entrevista na página A-16). Outras opiniões vieram da OAB. Não da subsecção local, que, pelo que parece, prefere manter o discurso da ampla defesa da preservação da imagem da “colega”, mas sim dos candidatos a presidente, Rui Celso Reali Fragoso, e a vice, Rosana Chiavassa, da seccional São Paulo. Rosana, aliás, seguiu a linha do presidente do Conselho Federal, Roberto Busato, que comparou o comportamento de Adriana Telini ao de um marginal. Já o presidente da OAB local, Marco Aurélio Gilberti Filho, foi na mão contrária, dizendo que as afirmações de Busato foram precipitadas. Colocar Adriana Telini atrás das grades, se for o caso, requer mais tempo e paciência. O delegado pode pedir a prisão preventiva. Se o fizer, é necessário esperar o parecer do promotor de Justiça, que, por sua vez, envia o inquérito ao juiz, o qual decidirá o futuro de Adriana Telini. Apesar da repercussão dos fatos, Wanir disse que, embora respeite as opiniões do promotor Fernando Capez e da oposição da OAB, não tomará qualquer decisão baseada nisso. “São posições fortes, respeitáveis e que têm que ser levadas em consideração, mas minha decisão não vai ser embasada nisso”. Muitos dos clientes defendidos por Adriana Telini foram presos pela equipe do “Doutor Wanir”. TRIBUNAL DE ÉTICA Mesmo se não for presa, Adriana terá problemas no julgamento do próximo dia 23, em Ribeirão Preto, no Tribunal de Ética e Disciplina. O presidente do Tribunal, Luiz Gastão de Oliveira Rocha, analisará o pedido de suspensão preventiva de suas atividades, feito pela OAB de Franca. Pelas declarações ao Comércio, Gastão dá indícios de que a advogada vai ficando sem saída. “Quanto mais procedimentos houver contra um advogado, pior fica”, disse.

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