Júlio Tadeu Biondi conta como saiu da ASPA para ter sucesso na administração do Franca Basquete


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Oito anos atrás, Júlio Tadeu Biondi começou, por causa do filho, a se envolver com o Franca Basquete. Naquela época nem imaginava que o esporte se tornaria sua grande paixão e que viria a ser o presidente do clube mais tradicional do País. E mais ainda, que seria em seu mandato que o clube voltaria a ser competitivo e disputar os playoffs do Nacional. Mas foi também também em seu mandato que o campeonato foi suspenso duas vezes, teve mais de cinco liminares e uma briga que parece não ter fim. “Franca merece ser o campeão”. Tadeu falou com orgulho da Aspa, que ajudou a fundar, da importância do trabalho desenvolvido nas categorias de base e da dívida que conseguiu diminuir sensivelmente. Falou sempre no plural, destacando que o bom trabalho de seu mandato é fruto do esforço de uma equipe envolvida com o basquete francano. Agradeceu os patrocinadores, o treinador Hélio Rubens, ao torcedor, funcionários do clube e a imprensa. A eleição para o novo presidente deve ser marcada para o final do mês. Comércio - Após a criação da Aspa foi montada uma ótima estrutura. Quando você assumiu o Franca Basquete trouxe sua filosofia? Tadeu - De fato foi. Mas gostaria de ressaltar que foi um trabalho de equipe. O grupo que nós temos é muito bom, por isso o resultado aparece. Toda filosofia que tínhamos na Aspa, principalmente da parte administrativa, levamos pro Franca Basquete. Comércio - Quando você assumiu o Franca Basquete, ninguém queria o cargo. Porque acha que não houve candidatos? As dívidas ou a má fase dentro de quadra? Tadeu - Na verdade estávamos com um grande problema, que eram as dívidas. Quando assumimos, era isso que assustava. Falavam um valor e duas semanas depois descobrimos que era bem mais. Estávamos devemos cerca de 25 atletas. Comércio - Agora com a dívida menor e melhor estruturado, quando você sair vai ter muitos querendo a presidência? Tadeu - Sem dúvida. Tem muita gente em Franca que tem todo o perfil para assumir e dar continuidade no nosso trabalho. Agora a situação é um pouco mais favorável. A gente já liquidou boa parte dessa dívida e tem alguns patrocínios que dá para manter o time. Comércio - Porque não pensa em reeleição? Tadeu - Cansaço, simplesmente. Estou no basquete há oitos anos. Mas continuarei ajudando. Comércio - Quanto era a dívida do clube quando você o assumiu e em quanto está agora? Tadeu - Hoje acredito que a dívida deve estar em torno de R$ 200 mil. Bem menos do os 550 mil de quando assumimos o Franca Basquete. Durante esses dois anos conseguimos pagar vários jogadores, todos os fornecedores (aluguéis, empresas de transporte, hotéis, etc.). Alguns jogadores ainda têm crédito, mas estamos pagando mensalmente. Desse montante R$ 50 mil é uma dívida com o Banco do Brasil, o qual já estamos negociando. Comércio -Quanto o Franca tem de patrocínio por mês e qual a folha de pagamento? Tadeu - Temos patrocínios pequenos, mas que juntando, a renda fixa do clube dá R$ 126 mil, fora bilheteria. A nossa folha de pagamento está em R$ 120 mil. Comércio -A volta do Hélio ajudou a trazer patrocínios? Tadeu - A credibilidade aumentou muito e é um conjunto de coisas. Tem que ter o resultado dentro de quadra pois o patrocinador que ver sua marca ligada a um time vencedor.O Hélio veio e trouxe um time altamente competitivo. Posso dizer com toda certeza que o Hélio traz patrocínio. Comércio - Conseguiram começar a construção da nova sede. Quanto tempo falta para terminar? Tadeu - Acreditamos que quem sabe até o fim do mandato já estaremos no ponto de cobertura. As paredes já estão erguidas a até uma altura de 1m90. Essa obra só está sendo possível graças à ajuda da comunidade, do torcedor, que deram materiais e dinheiro. O terreno foi cedido pela prefeitura através de comodato. Comércio - Qual o segredo do seu trabalho? Tadeu - Trabalho de equipe. Só isso. A equipe que é a responsável por toso esse sucesso do clube: A comissão técnica altamente competente, o conselho deliberativo, a diretoria administrativa. Time tem que ser vitorioso também. Comércio - Porque começou a se envolver com o basquete? Tadeu - Foi há oito anos atrás, porque meu filho começou a jogar basquete nas escolinha da Saiuri Yoshimura e logo houve a necessidade do Franca Basquete de montar as categorias de base, uma exigência na época. Os pais dos garotos que jogavam no Sesi se reuniram e montaram uma associação, que é a Aspa (Associação dos Pais e Amigos do Franca Basquete). Comércio - Seu filho parou de jogar e você continua evolvido com o esporte. Tadeu - Meu filho jogou até o ano passado, quando ele completou 18 anos e estourou a idade para jogar no juvenil e ele fez a opção. Uma dos bons exemplos que a gente tem na categoria de base é esse: o garoto chega num determinado momento em que ele tem que fazer uma escolha. A preparação que existe dentro da Aspa não é para formar o atleta, mas acima de tudo, um cidadão. Às vezes falo mais da Aspa do que do Franca Basquete porque é uma paixão, passei muito tempo lá, ajudei a criar...

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