Catadora de papelão deflagra crise


| Tempo de leitura: 1 min
A crise na saúde pública de Franca começou na terça-feira, quando o programa Hora do Cacete, da Difusora AM, divulgou a denúncia da catadora de papelão Maria Doraci Chaga, 49, contra a neurologista do NGA-16, Kátia Maria Martins, que estaria cobrando R$ 150 para fazer exames de mapeamento cerebral, solicitados por outros médicos da rede pública, em pacientes do SUS encaminhados para seu consultório. O Comércio publicou a história no dia seguinte. A acusação dava conta de que outro médico, o oftalmologista Amaury César Fernandez, fazia o mesmo procedimento de Kátia Martins, mas com um agravante a mais: ele encaminhava os pacientes ao seu próprio consultório. Outros três médicos e três chefes de setores da prefeitura também serão investigados. O secretário Alexandre Ferreira abriu uma sindicância e descobriu, pelos relatórios do CDI, que a máquina que realiza o mapeamento já existe na rede: foi comprada por R$ 27 mil e está em pleno funcionamento, porém, é subutilizada. Ao invés de realizar o mapeamento cerebral, faz apenas eletros. “A doutora Kátia sabia disso, mas não quis contar a ninguém”, disse o secretário. Ferreira, porém, não chegou a tomar qualquer providência. A Secretaria de Governo, comandada por Odair Tristão, assumiu o caso, na última quarta-feira, por meio da Comissão Permanente de Sindicância e a pasta da Saúde passou a ser coadjuvante na investigação. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) disse que a Comissão tem sua confiança, plenos poderes para investigar, e que sua decisão será acatada. “Se for comprovada a culpa e a pena sugerida for a demissão, haverá demissão”, disse Rocha.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários