A INVASÃO DA CÂMARA PELO MLST


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Na senda política de invasões de terras em empresas e repartições públicas, os ‘sem-terra’ invadiram na última terça-feira a sede da Câmara Federal em Brasília, em horário normal de funcionamento. Era a falange do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), cisão do MST, que invadiu o recinto, numa fúria de destruição de livros, computadores, quadros e tudo mais que havia até a entrada no setor de sessões, já ocupado. O trabalho foi interrompido pelos invasores, pelos gritos e ameaças que faziam e pelo choque com uma dúzia (apenas) de seguranças, inclusive com agressões violentas por toda a parte. Chamada a polícia, os invasores tentaram dominar os homens da lei, mas foram encurralados fora do recinto, em meio a gritaria infernal. Eram 545 invasores, comandados pelo líder Bruno Maranhão, membro da “Executiva Nacional do PT”. Essa perigosa e inédita invasão do MLST é a repetição de uma dezena de outras invasões em várias partes do País, inclusive algumas na região da Mogiana. Se antes as vítimas eram proprietários rurais, agora o objetivo foi atingir o Poder Legislativo, o poder básico do sistema democrático. No final, o presidente da Câmara, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), determinou que os invasores fossem presos. E a polícia os autuou por atentado a instituição parlamentar, agressão, destruição de grande patrimônio e até tentativa de homicídio. E a causa óbvia? A Oposição foi imediatamente à carga: a responsabilidade do presidente Lula, que há três anos vem prometendo realizar a ‘reforma agrária’ e até agora não passou do alegórico ‘combate à fome’ e da criação da ‘bolsa-escola-família’, enganando o operário rural que vem protestando contra as promessas falidas de sua campanha eleitoral. As invasões do MLST, como as do MST, não são apenas eventuais fatos policiais envolvendo desocupados. Na verdade, se o presidente Lula conhecesse um pouco de História do Brasil, saberia que as massas populares, quando enganadas, podem transformar-se em rastilho de insurreição e de conflitos, ameaçando a segurança e a ordem política e jurídica da Nação. E a imprensa, as classes produtoras, os políticos e todas as entidades não governamentais devem sublinhar a gravidade destes acontecimentos.

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