Uma quadrilha com três pessoas foi presa em fragrante pela Polícia Civil de Batatais no momento em que tentavam aplicar o conhecido “golpe do bilhete premiado” em uma dona de casa de 66 anos. Dalva Alves de Oliveira, 46, e Anderson Alves de Oliveira, 30, ambos de Arapongas (PR) abordaram a batataense na última quarta-feira à tarde oferecendo a ela vantagens para ajudá-los a receber um suposto prêmio da lotérica. Em troca, ela deveria fazer o pagamento antecipado de R$ 5.000 como forma de garantia, o que seria feito no dia seguinte. Adalberto Lopes da Costa, 66, de Maringá (PR), também fazia parte do golpe e dirigia o Escort utilizado por eles. Comunicada, a polícia deteve o trio no momento do suposto pagamento, na praça da Igreja Matriz.
Segundo a polícia, Dalva abordou a dona de casa na Rua Santos Dumont, região central da cidade, e disse a ela que para receber um prêmio precisaria de uma conta corrente “emprestada” para que o dinheiro fosse depositado. Porém, como forma de garantia o titular da conta deveria adiantar uma quantia. A dona de casa se dispôs a ajudá-la, mas não tinha todo o dinheiro, o que a fez adquirir um empréstimo. “A vítima fez um empréstimo no banco, porém o dinheiro seria liberado apenas 48 horas depois. Sendo assim, ela pagou uma quantia suficiente para que o trio passasse a noite na cidade e combinou o restante do pagamento para o dia seguinte”, disse o delegado Adolfo Domingos da Silva Júnior.
Desconfiado da história contada pela mãe, o filho da vítima decidiu comunicar a polícia. “Uma vez acionada a polícia, é possível dar uma resposta como neste caso. Montamos um esquema e flagramos a ação no momento em que a vítima realizava o pagamento”.
Silva Júnior disse que depois de autuada, Dalva ainda tentou subornar um dos investigadores. Já na delegacia, Costa e Anderson tiveram a mesma atitude. “Eles perguntaram a um investigador em quantos policiais estávamos e disseram que pagariam para serem liberados do flagrante”, afirmou Silva Júnior.
O trio tem diversas passagens pela polícia. Costa e Dalva já chegaram a cumprir pena por estelionato. “Eles foram autuados por estelionato e também por corrupção ativa. Pelas características, nós acreditamos que estas pessoas possam estar envolvidas em delitos anteriores. Esperamos que este tipo de golpe pare de acontecer em nossa cidade”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.