A Igreja tem vivido importantes celebrações litúrgicas. O domingo depois de pentecostes é dedicado à Santíssima Trindade: Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Começou-se a celebrar esta festa por volta do ano 1.000. Os monges beneditinos e cistercienses é que iniciaram esta celebração.
O objetivo da festa é adorar o Deus vivo, o Deus em quem vivemos, nos movemos e existimos. As pessoas da Trindade não são estranhas. Pelo batismo participamos na vida de Deus; entramos em relação pessoal com o Deus uno e trino. O Pai vem fortalecendo-nos com seu poder; o Filho, iluminando-nos com sua sabedoria; o Espírito Santo, com sua bondade enche de amor nossos corações. A Santíssima Trindade é por certo um mistério, porém um mistério no qual nós estamos imersos. Nada é abstrato, tudo é real, pois conhecemos e experimentamos a presença de Deus em nossa vida. O Pai é amor, o Filho é graça e o Espírito Santo é comunhão.
Deus Pai se revelou ao mundo como Amor que nos dá a vida e as graças necessárias. Deus não é solitário nem isolado. É o Deus que deseja compartir sua vida; é pura bondade. Ele criou o universo e nos fez à sua imagem e semelhança.
Não é Deus remoto. Está tão perto de nós, que podemos chamá-lo de Pai e seu amor foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito.
Outra importante festa será celebrada na próxima quinta-feira: a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, que usualmente nos referimos com o nome latino, “Corpus Christi”.
Ao celebrá-la em quinta-feira, recordamos a quinta-feira santa, dia da instituição da eucaristia.
O Corpus Christi convida-nos a manifestar nossa fé e devoção à Eucaristia, que é o sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal no qual Cristo se dá em alimento, a alma enche-se de graça e nos é dado um penhor da glória futura.
Durante muitos séculos a prática eucarística caracterizou-se por forte desejo por parte dos fiéis de ver a hóstia e o cálice na missa, era uma forma de comunhão espiritual.
Esse clima religioso favorecia introduzir uma nova festa em honra da eucaristia. A iniciativa não vem “de cima”, da hierarquia, mas “de baixo”, de um movimento do Espírito na Igreja. Uma monja de vida estritamente claustral, seria a primeira a promover a instituição de uma nova festa eucarística. Era Joana de Mont Cornillon, na diocese de Lieja, no que hoje é a Bélgica.No ano de 1251 foi celebrada a festa em Lieja e em 1264, o papa Urbano IV estendeu a celebração a toda a Igreja.
No início não havia procissão. A primeira notícia que se tem dessa prática remonta ao ano de 1279, em Colônia, Alemanha. A hóstia consagrada era levada processionalmente pelas ruas e os campos, tributando assim homenagem pública a Cristo presente no sacramento.
A procissão é um belo ato público de homenagem a Cristo presente na eucaristia e de ação de graças a Deus por tão imenso dom. A hóstia que é levada em procissão é o pão vivo e doador de vida. Na Catedral de Franca será confeccionado o tapete artístico com serragem colorida para a procissão. Serão celebradas missas nos seguintes horários: 7h, 9h e 10h30. Às 16h, solene Missa Campal e Procissão ao redor da Praça Nossa Senhora da Conceição.
PADRE JOSÉ GERALDO SEGANTIN é pároco da Catedral de Franca
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