Kaio, Kaic e Kauã precisam de ajuda


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A jovem mãe Josiane da Silva Rodrigues com os trigêmeos Kaio, Kaic e Kauã e a filha Brenda da Silva
A jovem mãe Josiane da Silva Rodrigues com os trigêmeos Kaio, Kaic e Kauã e a filha Brenda da Silva
A dona de casa Josiane da Silva Rodrigues, 20, e o coletor de lixo David Leite da Silva, 24, moram juntos há cinco anos. A primeira filha do casal, Brenda Rodrigues da Silva, 4, costumava brincar com o irmãozinho por parte de pai, mas ele voltou para a casa da mãe e ela se sentia sozinha. Josiane e David resolveram ter mais um filho para lhe fazer companhia, mas na segunda gravidez veio a surpresa. Os trigêmeos. Kaio, Kaic e Kauã nasceram de oito meses, entre 17h40 e 17h45 de terça-feira, 6, por parto cesariana, na Santa Casa de Franca. Para Brenda, a família ter dobrado de tamanho é só alegria. “É um bebê meu, um do papai e um da mamãe”, brincou, apontando o dedinho para cada um dos irmãos. Os pais também estão felizes e emocionados com os três recém-nascidos, mas preocupados porque o orçamento é curto para sustentar quatro filhos pequenos. “A Josiane não vai conseguir amamentar os três meninos de uma vez e o leite é caro, além das fraldas e remédios que precisaremos comprar”, disse David. Durante a gravidez, quem soube que nasceriam trigêmeos os ajudou a montar o enxoval. Josiane ganhou os três berços com colchões, roupinhas, uma cômoda e fraldas. “Engordei muito (18 quilos) e as pessoas perguntavam se eram gêmeos por causa do tamanho da barriga. Quando falava que seriam três meninos, elas se comoviam e doavam coisas para mim. Graças a Deus”, disse ela, que corria risco de perder os bebês e precisou ficar de repouso desde o quarto mês de gestação. Kaio, Kaic e Kauã precisam de carrinhos de bebê, fraldas, leite NAN e produtos de higiene pessoal. Para conseguir cuidar dos três garotos e de Brenda, Josiane conta com a colaboração da mãe, irmãs e outros parentes e, a partir de hoje, do marido, que terá alguns dias de licença paternidade. VIDA NA CIDADE Desde que moram juntos, David e Josiane viveram na fazenda, mas com a segunda gravidez, resolveram se mudar de um rancho em Minas Gerais para Franca. Ela passou muito mal durante a gestação da primeira filha e preferiu estar na cidade, próxima à assistência médica adequada. Em janeiro deste ano, a família se mudou para a casa da mãe de David, no Jardim Ipanema, mas o imóvel está com o IPTU atrasado. “É mais uma dívida que temos para pagar e minha sogra não pode perder a casa”, disse Josiane. O pai dos trigêmeos é analfabeto e tem dificuldades para conseguir emprego. Desde o começo do ano, trabalhou numa granja e agora é coletor de lixo da empresa Colifran. O salário é de R$ 500, usados para pagar as contas de água, energia, supermercado, transporte e, agora, sustentar as quatro crianças. “Na cidade (a vida) está melhor do que como caseiros no rancho, mas ainda temos muitas dificuldades e precisamos de ajuda. Meu sonho é melhorar mais nossa vida, criar os meninos bem e com saúde”, disse a mãe.

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