Investigação troca de secretaria


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As investigações sobre a máfia dos exames não são mais realizadas pela Secretaria de Saúde. A Comissão Permanente de Sindicância, órgão vinculado à Secretaria de Governo, assumiu a tarefa. Assim, a sindicância aberta na quarta-feira por Alexandre Ferreira, responsável pela Saúde, deixa de existir. Odair Tristão, que responde pela Secretaria de Governo, disse que a Saúde não tem autonomia para abrir um processo administrativo deste porte. “A prefeitura só tem uma comissão de sindicância. As secretarias podem até fazer uma investigação sumária, mas só a comissão pode pedir afastamento ou demissão ao prefeito. Quem investiga não pode julgar”, disse Tristão. A comissão é formada por três servidores públicos. Um da Secretaria de Governo, outro da Administração e o terceiro da Procuradoria Jurídica do município. Apesar de se tratar de um assunto de interesse público, Tristão não quis revelar os nomes dessas pessoas. “Não há motivo para expor os membros da comissão. Isso é desnecessário”, disse. Com a mudança de rumo, a participação da Secretaria de Saúde ficará restrita a prestar informações à comissão, tais como nomes, funções e as suspeitas que pesam sobre cada um dos acusados. “Mesmo que a Saúde não prestasse essas informações teríamos como investigar. Mas já falei com o Alexandre e ele se prontificou a ajudar”. Alexandre Ferreira, a princípio, irritou-se, mas não quis comprar briga com Tristão. “Eu queria realizar o processo, mas vou fazer o quê? Tem até um lado bom, pois poderei levantar outros dados e nomes com maior tranqüilidade”.

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