Maria Doraci fez mapeamento. E não precisou pagar nada


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Eram 13h20 de ontem quando a catadora de papelão Maria Doraci Chagas, 49, entrou na sala de exames do CDI da Secretaria da Saúde para realizar um mapeamento cerebral, solicitado em 15 de maio por um neurologista da rede pública. Pela primeira vez, o procedimento foi realizado por um usuário do SUS em Franca, que não precisou pagar nada ao médico. Ainda na secretaria, Maria Doraci teve solução para outro problema: no dia 14, será atendida por uma oftalmologista. Segundo a catadora, que só teve a solução para o problema depois de procurar a rádio Difusora e o jornal Comércio da Franca, a sensação, após deixar o local, foi de alívio. Maria Doraci foi quem fez as denúncias contra médicos do NGA-16, que atendiam pacientes do SUS em seu consultório e cobravam por exames cobertos pela rede pública (leia mais nesta página). “Sinto-me, agora, uma verdadeira cidadã”, disse. O tratamento dado a Maria Doraci foi considerado por ela mesma como bom. E ela fez questão de dizer que era ela a autora das denúncias contra a Saúde em Franca. “Cheguei e disse que era a moça do jornal. E me trataram muito bem, não tenho do que me queixar. Só acho que esse tratamento deveria ser dispensado a todos cidadãos e não só a mim”. Maria Doraci disse que a sua expectativa é de que as portas possam se abrir para muitos outros pacientes do SUS que aguardam, hoje, pelo mesmo exame. Segundo ela, a lista não é pequena. “Sou catadora de papelão mas não sou burra. Converso com muita gente e sei que o mapeamento cerebral é um recurso que pode ajudar muita gente. Foi a luta de uma formiguinha contra um elefante, mas não me arrependo de ter dado a cara para bater. Valeu a pena”, disse.

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