A invasão à Câmara dos Deputados, em Brasília, na tarde de terça-feira, contou com a participação de 98 integrantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) da região. Dois ônibus saíram de Franca na noite de segunda-feira transportando sem-terra dos dois acampamentos de Cristais Paulista, do assentamento da Fazenda Boa Sorte de Restinga e de Ribeirão Preto.
O ato de vandalismo contou com participação de mais de 700 militantes, dos quais 496 foram detidos - 90 da região - e levados para um ginásio de esportes logo após quebrarem portas de vidro, computadores e destruírem um carro zero-quilômetro. O grupo da região planejava voltar na noite de terça-feira, mas acabou permanecendo na capital federal.
A manifestação foi planejada com semanas de antecedência pelos líderes, que foram a Brasília para definir um ponto de concentração, verificar o trajeto até a Câmara e, assim como agem antes de invadir fazendas, analisar a rotina do local. Com fama de pacífico, anteontem, o grupo do MLST expôs seu lado violento.
Da região, os coordenadores Jean Gomes, Vilmar Silva e David Pereira foram detidos e passaram a noite no ginásio. Davi, que até apareceu no Jornal Nacional, foi autuado por tentativa de homicídio. A filha de Silva, Débora Silva, que permaneceu em Franca, disse que o pai não foi preso, mas passou o dia correndo atrás de advogado para tentar liberar os militantes do MLST de Franca e região. Mais informações na página B-4.
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