Fiscais do trabalho multam usinas na região


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Os auditores fiscais pararam ontem oito ônibus de cortadores de cana que trabalham no município de São José da Bela Vista que iam para uma usina de Pontal. Várias irregularidades foram constatadas
Os auditores fiscais pararam ontem oito ônibus de cortadores de cana que trabalham no município de São José da Bela Vista que iam para uma usina de Pontal. Várias irregularidades foram constatadas
No primeiro dia de fiscalização nas usinas de cana-de-açúcar da região, os auditores da DRT (Delegacia Regional do Trabalho) se depararam com uma série de irregularidades sofridas pelos lavradores e emitiram multas contra duas usinas. Os valores não foram revelados e a averiguação prossegue hoje. Ontem, a caminho de São Joaquim da Barra para a primeira visita, uma das equipes encontrou oito ônibus transportando 400 cortadores de cana que trabalham para a empresa Bazan, de Pontal, na região de Ribeirão Preto, a qual tem uma plantação às margens da Rodovia Fábio Talarico, em São José da Bela Vista. Os cortadores foram orientados a descer dos ônibus para conversar com os fiscais e não economizaram reclamações sobre a situação que enfrentam no canavial no dia-a-dia. Na propriedade da Bazan, a principal queixa dos lavradores foi quanto ao equipamento de trabalho. Segundo o auditor José Celso, as botas estão em péssimo estado de conservação -com várias rachaduras -, assim como as roupas, fornecidas aos trabalhadores no início da safra e inadequadas para a tarefa, segundo os fiscais. As roupas provocam assaduras, principalmente nos braços, por conta do calor e o fato de não deixarem passar o ar. E as luvas, usadas para manusear os facões, também não são indicadas. “Podem jogar fora os óculos de proteção e as luvas. Não servem”, disse José Celso. A empresa foi multada e ainda terá que providenciar todas as melhorias, como cabines sanitárias separadas para homens e mulheres, equipamento adequado e ainda duas pausas diárias para descanso. As barracas para alimentação e água potável já são fornecidas pela usina. Durante a fiscalização, os auditores conversaram com o técnico de segurança da Bazan, Roberto Catrini Júnior, que disse que as providências deverão ser tomadas. “Já estamos indo atrás. Só que os fiscais chegaram antes de cumprirmos todas as normas”, disse. Em seguida, a equipe seguiu para a Usina Alta Mogiana, em São Joaquim da Barra, onde não foi constatada nenhuma irregularidade. Realidade bem diferente foi encontrada em Patrocínio Paulista, onde os fiscais visitaram cinco fazendas que prestam serviço para a Cevasa. De acordo com a assessoria de imprensa da DRT, três mil trabalhadores atuam nestas propriedades. Vários problemas foram registrados nas fazendas, como falta de equipamento adequado, local apropriado para refeições e sanitárias. Além da emissão de multas, também foi feita uma apreensão de documentos de pedidos de demissão em branco que serão analisados na DRT de Franca. Os valores das multas não foram divulgados ontem e devem ser definidos pelo subdelegado do Trabalho, Jamil Leonardi.

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