Vida de atleta


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No País do futebol, Franca destoa por ser a cidade onde o esporte preferido se joga com as mãos. Muitos fazem do basquete, grande paixão local, sua profissão. É com ele que os francanos mais se identificam, seja pela influência da família, onde se formam jogadores a cada nova ge- ração, seja pela tradição da cidade em campeonatos nacionais e internacionais. Foi assim que aconteceu com os atletas Ricardo Giannecchini e Fransérgio Gilberto Marques, do Mariner/Unimed/Franca, que desde cedo escolheram o basquete como profissão. Ricardo vem de uma família tradicional no esporte. Seu pai, Fausto Giannecchini, foi jogador por vários anos e atualmente é treinador do Teixeira/MRV. Ricardo começou nas categorias de base do Franca Basquete e por dois anos jogou em Araraquara. Hoje, é um dos jogadores mais queridos da torcida. Já Fransérgio começou a jogar basquete com 10 anos. Morador do Jardim Brasilândia, ele ia de bicicleta todos os dias para os treinos. “Jogava basquete na rua, e como eu era muito alto, as pessoas foram percebendo que eu levava jeito para o esporte”. Apesar do sucesso e da habilidade de hoje, o ala foi reprovado em três testes. Foi quando conseguiu entrar na equipe da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), treinada por Josiel de Jesus Venerando (hoje na Aspa) e João Marcelo Leite (Uniara). “Como não passei no teste do Franca Basquete, fui jogar no Dharma. Quando ele foi extinto, entrei para a Aspa (Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete). Joguei infanto, cadete e juvenil. Fiz o primeiro ano no time adulto e depois fui para o Vasco da Gama”. Fransérgio ainda passou uma temporada em Campos antes de retornar ao basquete francano. “Para ser jogador é preciso se esforçar muito, treinar bastante, ter uma alimentação saudável e, principalmente, muita força de vontade”, disse. O Franca Basquete também revelou muitos jogadores que atualmente estão entre os melhores do mundo. Anderson Varejão, hoje no Cleveland Cavaliers (NBA), começou a jogar no Saldanha da Gama (ES), mas foi nas categorias de base do time francano que conseguiu melhorar e se destacar no esporte, sendo convocado pela primeira vez para a seleção e acertando contrato com o Barcelona, um dos times mais ricos do mundo. Quem quiser começar a jogar basquete, seja por hobby ou profissão, pode escolher entre várias escolinhas na cidade. Além das particulares, há a Aspa (Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete), que é gratuita. Entretanto, para conseguir vaga, é necessário ser aprovado em uma peneira realizada todo início de ano. Nas escolinhas de iniciação esportiva da prefeitura municipal também são oferecidas gratuitamente aulas de basquete. Para participar, é só procurar a Secretaria de Esportes ou o centro esportivo mais próximo. O salário é mais um atrativo para quem quer se tornar um jogador “top” de basquete. Alguns jogadores chegam a ter salários de R$ 30 mil. No Franca Basquete, os garotos do juvenil, que estão começando a se profissionalizar, ganham entre R$ 300 e R$ 1.000 mensais.

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