Falta de médicos emperra atendimento no PS Infantil


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Mães e crianças esperam por atendimento no Pronto Socorro Infantil: falta de médicos e incidência de doenças respiratórias têm aumentado o tempo de espera
Mães e crianças esperam por atendimento no Pronto Socorro Infantil: falta de médicos e incidência de doenças respiratórias têm aumentado o tempo de espera
Na noite de segunda-feira, o atendimento no Pronto-Socorro Infantil de Franca emperrou e a espera para consulta chegou a demorar mais de três horas. Várias mães, revoltadas com a situação, reclamaram da falta de médicos e cobraram providências do Poder Público. A principal queixa era em relação ao número de médicos na unidade de saúde: apenas dois profissionais estariam de plantão. Questionado sobre o assunto, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, assumiu que o atendimento na unidade está muito aquém do ideal. Segundo Ferreira, faltam profissionais na rede pública para completar o quadro. “Os plantões dos médicos são de 24 horas e eles têm, por lei, direito a descansar por duas horas. Como faltam médicos na rede pública, nesses horários, o atendimento se torna lento”. O secretário disse que três médicos atendem no PS Infantil, quando o correto para a atual estação, o outono, seria pelo menos quatro, pois a incidência de doenças respiratórias é maior. “Quando um sai para o descanso vira uma bagunça, pois os pacientes não param de chegar”, disse Ferreira. A solução encontrada pela prefeitura, segundo Ferreira, foi a contratação de médicos de fora da rede pública para completar o quadro no pronto-socorro. A remuneração dos mesmos seria feita por hora trabalhada. “Faltam médicos. A verdade é essa. Já encaminhei a documentação necessária para a Secretaria de Administração e creio que até a próxima semana os profissionais começarão a atender”, disse. A conta terá de ser paga pela prefeitura, pois o SUS não disponibiliza verba para contratação de médicos terceirizados. “É por essas e outras que 23% do Orçamento já foram gastos com a saúde pública. A pessoa que precisa do atendimento não pode sofrer mais por falta de médicos”.

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