‘Por escrito eu não encaminhava ninguém’


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O oftalmologista Amaury César Cagliari Fernandez, acusado pela catadora de papelão Maria Doraci Chagas de encaminhá-la do NGA ao seu próprio consultório para realizar um exame pago pelo SUS, não soube dizer se a versão da paciente é verídica. “Não digo que é verdade nem que é mentira”, disse. Comércio da Franca - A paciente Maria Doraci Chagas o acusa de encaminhá-la para fazer exames disponíveis no SUS em seu consultório ter de pagar por eles. Isso é verdade? Amaury - Não me lembro dessa paciente. Normalmente faço o que é possível no NGA. Não falo para ir no meu consultório. Comércio - O senhor nunca fez isso? Amaury - Não existe motivo para isso. Paciente que não tem condição de tratar lá, a gente encaminha para outra cidade. Comércio - Então a paciente mentiu? Amaury - A gente atende muita gente. Não vou te falar nem que é verdade, nem que é mentira. Pode ser que a gente tenha sido mal-entendido. Nem lembro mais dessa pessoa. Comércio - Seja direto. O senhor já encaminhou pacientes do SUS ao seu consultório? Amaury - Normalmente não. Um caso muito especial eu falo que não tem jeito de ser atendido lá (no NGA). Bom...(pausa). Comércio - Insisto em perguntar. O senhor já assinou algum encaminhamento de pacientes do SUS para o seu consultório? Amaury - Eu, encaminhar por escrito ao meu consultório? Não. Em hipótese alguma. Encaminhamento do NGA para o meu consultório? De jeito nenhum. Comércio - O NGA tem aparelhos para tirar pressão do olho e catarata? Amaury - Tem. Um caso desse é atendido lá. Comércio - O senhor realiza algum exame que custe R$ 60? Amaury - Não, de jeito nenhum. Minha consulta é R$ 100.

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