Mambrini e Pelizaro batem boca aos gritos


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O concurso público que está sendo realizado pela Câmara foi motivo de discussão, aos gritos, entre Gilson Pelizaro (PT) e o presidente da Casa, Marcelo Mambrini (PMN). Também ontem, os vereadores aprovaram a isenção da taxa de inscrição para deficientes físicos. Pelizaro questionou o modo como vem sendo conduzido o processo seletivo. De acordo com ele, o Centro Uni-facef tem “vínculo umbilical” com a Casa e, por isso, não poderia aplicar a prova. Mambrini pediu um aparte ao colega após o tempo de fala de Pelizaro ter terminado. O petista o concedeu, mas depois interrompeu o presidente da Câmara dizendo que a abertura era anti-regimental, por seu tempo já estar esgotado. Irritado, Mambrini pediu que o colega terminasse sua fala imediatamente. Aos gritos, Pelizaro se recusou a fazê-lo. “Não será Vossa Excelência que vai me calar”. O presidente da Casa passou a interrompê-lo, também em voz alta, para dar prosseguimento à sessão. Somente a intervenção de Luiz Carlos Fernandes (PDT) conseguiu apaziguar os ânimos. Em entrevista ao Comércio, Mambrini disse garantir a realização do concurso. “Não sei como, mas me comprometo a resolver qualquer tipo de problema que envolva o processo seletivo”. Pelizaro reafirmou sua posição. “É um risco que pode afetar a lisura do concurso e abrir margem de questionamento para qualquer um”. Ainda ontem, os vereadores aprovaram projeto de Maurício Chinaglia (PSB), que estabelece isenção para deficientes no mesmo concurso. O projeto adentrou a pauta em regime de urgência e terá validade retroativa até 1º de junho.

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