A paixão de Maurício pelo artesanato começou ainda na infância. Aos 5 anos, quando morava em São Sebastião do Paraíso (MG), gostava de brincar em um brejo perto de casa. Lá, ficava encantado com a argila e suas cores variadas. Pegava esse material, moldava bonecos e os colocava no forno a lenha da mãe que, é claro, ficava muito brava.
Mas essa paixão ficou por muito tempo adormecida. Ele resolveu ir para o Rio de Janeiro ser pára-quedista, estudou Educação Física em Batatais e só há 14 anos resolveu viver do artesanato. “Foi algo que veio aos poucos, se manifestou devagar”, disse.
Seu pai, que é comerciante, ia freqüentemente para São Paulo fazer compras e, enquanto ele escolhia as peças, o filho ficava nos ateliês, observando o trabalho dos artesãos. Lá, aprendeu muitas coisas do dia-a-dia da profissão. Depois, fez alguns cursos nas capitais e hoje une o conhecimento empírico com a teoria para executar sua obra.
Com seu trabalho, já conquistou clientes no País inteiro. Enquanto conversava com a reportagem, recebeu um telefonema da Paraíba. Era uma encomenda da Santa Gianna. “Desenvolvi, inclusive, embalagens especiais para mandar as imagens para qualquer lugar do País”.
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