Celulose, licor negro, lignina, cloro, soda cáustica, hidróxido de sódio e peróxido de hidrogênio. Nomes difíceis e fórmulas aparentemente confusas que afugentaram milhares de alunos do ensino médio de escolas particulares e públicas de Franca das Olimpíadas de Química, em 2005, mas que motivaram Camila Fernanda Castaldi, 16, a participar. Por causa do bom trânsito entre tubos de ensaio e lamparinas, a aluna, hoje no 2º ano do ensino médio da ETE “Dr. Júlio Cardoso” foi a única estudante francana selecionada entre as 40 melhores redações do primeiro colegial e ficou entre os 130 melhores do Estado, dos quase 3 mil concorrentes.
Estar entre os melhores do Estado numa Olimpíada de Química não transforma Camila em uma expert no assunto. Mas sua participação e seleção no teste a torna uma pessoa mais do que especial na cidade, coisa que é confirmada com sua humildade e modéstia. Além de se identificar com a matéria, mais do que seus colegas de classe, Camila acredita que a falta de afinidade de muitos jovens com a química foi o que teria espantado a concorrência. “Na minha escola, apenas eu participei do concurso”, disse a garota.
Não se sabe ao certo quantos alunos de Franca também participaram, mas Camila foi a única classificada da cidade com a redação O Caderno Nosso de Cada Dia, um texto sobre o tema “Da Árvore ao Caderno: A Química do Papel”, proposto pela Associação Brasileira de Química, organizadora do concurso anual.
No sábado passado, ela esteve em São Paulo, onde participou de um dia no Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo), de um churrasco, ouviu uma palestra e disputou uma vaga na fase final da Olimpíada. Não passou, mas recebeu um certificado pelo sucesso no concurso. “Estou feliz de ter sido tão bem colocada. Só acho que mais alunos poderiam participar”, disse.
O bom resultado não deixa dúvidas sobre qual carreira Camila quer seguir. “Penso em prestar para o curso de engenharia química ou de alimentos na Universidade de São Carlos (federal) e Lavras (MG, também federal)”.
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