Vendedor aposentado faz cirurgia e perde 55 quilos


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O vendedor de calçados aposentado José Donizete Garcia, 47, vive uma nova fase: passou por uma operação para redução de estômago no fim de 2005, emagreceu mais de 50 quilos e está melhor de saúde. Depois de fazer um tratamento para artrose e gota com cortisona (um tipo de hormônio), ele engordou e chegou a pesar quase 200 quilos - muito para seu 1,83 metro de altura. Em 2003, Donizete procurou o SUS para fazer a cirurgia, aguardou mais de dois anos e não conseguiu. A obesidade agravou a artrose nas pernas e ele parou de andar, ficava deitado o tempo todo. A família buscou outra alternativa para resolver o problema de saúde dele e com ajuda de parentes e amigos arrecadou dinheiro para a operação. O procedimento custou R$ 20.800 e foi realizado no Hospital Unimed em 6 de outubro de 2005. Hoje, oito meses depois, Donizete pesa 143 quilos e está 55 mais magro. “Nos dois primeiros meses perdi 28 quilos. Agora a média é 6”. Ele foi para o centro cirúrgico com 198 quilos. Tem como meta chegar aos 100, que promete alcançar até o fim de 2007. O peso extra perdido desde a cirurgia já faz diferença e é sinônimo de mais disposição. “Continuo obeso, mas já voltei a fazer atividades simples, que quando estava de cama não conseguia.” Durante quase um ano, Donizete só levantava para ir ao banheiro, abandonou a profissão, e se aposentou por invalidez. Agora, com uma bengala, consegue andar, voltou a dirigir e faz hidroginástica para emagrecer e melhorar as dores nas pernas por causa da artrose. “Voltei a vender calçados e começo a freqüentar lugares diferentes. Antes não ia às festas porque não tinha cadeiras para eu sentar, ficava com medo de quebrá-las”. A alimentação está mais saudável também. Ao invés de comer de três a quatro salgados por dia, e beber cerveja e refrigerantes, ele deixou o cardápio mais leve, com frutas, verduras e legumes. CAMPANHAS A cirurgia só foi possível com recursos arrecadados com a venda de pizzas, dois bailes e uma festa organizada na Escola Estadual “Otávio Martins” pelos amigos de uma das filhas de Donizete. Na época, o Comércio da Franca contou sua história e divulgou as promoções. “Pensei até em vender a casa para pagar a operação, mas graças ao apoio da minha família e solidariedade das pessoas, isso não foi preciso”, disse Donizete, que agora se esforça para atingir o peso recomendado para sua altura e estrutura corporal (os 100 quilos). “Agora, meu desejo é ter uma vida normal, com saúde e disposição. Também quero voltar a pescar porque adoro”.

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