A advogada francana Adriana Telini Pedro, 35, pode ser suspensa preventivamente por até 90 dias no julgamento no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que ocorre no próximo dia 23, em Ribeirão Preto, embora ainda trabalhe normalmente em seu escritório, na Rua Marechal Deodoro, no Centro de Franca.
No entanto, as gravações que revelam a ligação da advogada com o tráfico de drogas e publicadas na edição de domingo do jornal Comércio da Franca podem levar os 20 julgadores a reverterem a tendência inicial de que tudo acabará em “pizza”, com a advogada livre para atuar.
O presidente do Tribunal de Ética, Luiz Gastão de Oliveira Rocha, confirmou a possibilidade da suspensão de Adriana. “Claro que complica. Quanto mais procedimentos de investigação, pior para quem é acusado”, disse, ontem, por telefone. Ao mesmo tempo, alegou não ter conhecimento do novo inquérito policial. “Primeiro, quem tem que se manifestar é a OAB de Franca. Somente depois que houver um encaminhamento para nós é que poderemos tomar uma posição”.
Já o presidente da subsecção local de Franca da OAB, Marco Aurélio Gilberti Filho, apenas encaminhou um ofício à Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) solicitando informações. “Precisamos tomar conhecimento das provas existentes antes de tomar qualquer medida”, disse.
Se o presidente do Conselho Federal da OAB, Roberto Busato, comparou o comportamento de Adriana Telini ao de um marginal e o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina, Luiz Gastão de Oliveira Rocha, disse que “bandido não pode ser advogado”, Gilberti manteve a posição de dizer que tudo será resolvido em um procedimento de costume.
Ou seja, sigiloso, o que impede maior transparência. E o presidente da OAB de Franca também contrariou as duas opiniões. “Foram afirmações precipitadas e sem conhecimento de causa”.
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