O despejo de resíduos industrial e doméstico tem desde ontem um novo endereço. Depois de muitas idas e vindas, a Prefeitura de Franca entregou em cerimônia festiva o novo aterro sanitário, que recebeu o nome de “Professor Ivan Vieira”. Com investimento de cerca de R$ 2 milhões por parte do poder público, do Sindifran (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca) e da Ancoa (Associação dos Manufaturadores de Couro do Distrito Industrial), o local foi construído na Fazenda Nova Jersey às margens da Rodovia Fábio Talarico, próximo do Distrito Industrial, e terá capacidade para acumular lixo por 25 anos.
O aterro ocupa uma área de 50 mil hectares (mais de 60 campos de futebol) e receberá por dia 300 toneladas de lixo. De início, dez mil metros comportarão 50 mil metros cúbicos de lixo, espaço que será preenchido em sete meses. Neste período, outra célula será preparada, com material impermeabilizante que impede contato entre o lixo e o solo. Nesse sistema, o lixo industrial se mistura com o urbano e os resíduos não ficam expostos.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca, Jorge Félix Donadelli, o aterro é uma conquista para os empresários da cidade. “Caso não desse certo, a solução seria levar o lixo para Paulínia, a 300 quilômetros, ou depositá-lo clandestinamente”.
Além do depósito de lixo, o novo aterro tem uma lagoa de concreto para receber o chorume, o líquido que se desprende do lixo, numa lagoa revestida com uma manta de polietileno, que a torna impermeável. “A obra é um exemplo a ser seguido em todo o Estado de São Paulo. Demorou quatro anos para ficar pronta, passou por várias avaliações e diversos laudos até ser aprovada pela Cetesb”, explicou a secretária de Serviços Municipais e Meio Ambiente, Valéria Marson.
Durante a solenidade, que contou com a presença do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), do ex-prefeito Gilmar Dominici (PT), de autoridades do setor calçadista e da Cetesb (Companhia de Saneamento Ambiental), foram depositados os primeiros resíduos.
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