Aterro será inaugurado na segunda


| Tempo de leitura: 2 min
A novela acabou. A partir de amanhã, Franca terá um novo aterro sanitário. A inauguração acontecerá às 10 horas, na Fazenda Nova Jersey, e contará com a presença de autoridades como o secretário-chefe da Casa Civil, Antônio Rubens da Costa Lara, e o presidente da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), Otávio Okano. A previsão da prefeitura é que, com o início das atividades do aterro, a cidade não tenha problemas com o lixo pelas próximas três décadas. A construção do novo aterro, à margem da rodovia Fábio Talarico, próximo do Distrito Industrial, foi um verdadeiro dilema e durou cerca de quatro anos. Foram necessárias várias reuniões com os técnicos da Cetesb, diversos laudos e até uma inspeção de dois arqueólogos para comprovar que não existem fósseis no local. Além, é claro, de muito investimento financeiro por parte do Poder Público, do Sindifran (Sindicato das Indústrias Calçados de Franca) e da Ancoa (Associação dos Manufaturadores de Couro do Distrito Industrial). Mas, segundo os envolvidos com a execução das obras, a espera será recompensada. “Franca não terá problemas com seu lixo por pelo menos 30 anos”, disse a secretária de Obras, Valéria Marson. Opinião compartilhada pelo seu colega do Planejamento, Wilson Teixeira, que enalteceu a importância do empreendimento. “Tudo está sendo realizado de uma maneira impecável. Não tenho dúvidas de que Franca terá um dos melhores aterros do País”. Uma particularidade da nova área é que lá poderá ser depositado tanto o lixo doméstico como o industrial. O primeiro é muito úmido e o segundo é seco. Esse será justamente o contraponto para que as camadas ganhem aderência. “Os resíduos secos ou úmidos, isoladamente, não dão compactação. A mistura de ambos é o ideal. Há até a idéia de se fazer uma usina termoelétrica futuramente na cidade, aproveitando-se os gases exalados pelo aterro”, disse Ivânio Batista, diretor-geral do Sindifran. NOVO PROBLEMA Resolvido o drama do lixo com a inauguração da nova área, a preocupação, a partir de agora, será com o encerramento do antigo aterro na Fazenda Municipal. O processo é extremamente complicado e dispendioso. Terão de ser construídos reservatórios para o chorume, líquido tóxico decorrente da decomposição do lixo.”Dá muita dor de cabeça, pois o cuidado ambiental tem de ser enorme. Mas agora, com o aterro da Nova Jersey pronto, teremos tranqüilidade para pensar nisso”, disse Ivânio Batista.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários