Jovem de Santo André encontra irmã após 27 anos


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Há uma semana, a auxiliar de cobrança Raquel Ferreira, 21, de Santo André (SP), resolveu realizar o desejo de sua mãe de reencontrar a primeira filha, Débora Alves Coutinho, 27, da qual estava sem notícias há mais de 20 anos. O resultado da busca foi surpreendente. Raquel sabia apenas o nome de registro da irmã e que havia sido adotada por um casal de Franca. Contatou a rádio Difusora AM e conseguiu localizar Débora ontem, em Araraquara. Agora, as duas programam um encontro. Nos dois últimos dias, a rádio e o jornal Comércio da Franca divulgaram a história. A resposta foi imediata e conhecidos de Débora entraram em contato com a reportagem dos dois veículos de comunicação. À tarde, o jornal intermediou o contato entre as irmãs. A notícia de que estava sendo procurada pela família biológica chegou até Débora por uma mensagem de celular, enviada por Fransérgio Nascimento, amigo e cabeleireiro dela em Franca. “Fiquei muito surpresa. Minha mãe adotiva dizia que meus pais biológicos haviam morrido. Saber que posso revê-la me deixou muito emocionada”. Raquel também ficou feliz com a possibilidade de conhecer a irmã e fazer uma surpresa para a mãe, Denice Ferreira, 45. “Minha mãe é soropositiva e não está bem de saúde. Meu medo era de que morresse sem ver a filha. Agora quero fazer uma surpresa com o encontro.” Denice é pernambucana e fugiu da família porque apanhava muito do pai. No Estado de São Paulo, teve sete filhos. A primeira foi Débora, mas abandonada pelo pai da criança e sem dinheiro, a doou aos 2 anos para um casal de Franca, que a adotou e registrou. A primogênita morou em Franca durante muitos anos, casou com um moço de Araraquara e se mudou há 8 meses. O casamento não deu certo, mas como conseguiu emprego como companheira de uma senhora na cidade, deve continuar morando lá. Ela teve outros irmãos adotivos e mantém contato com apenas alguns deles. Os pais adotivos ainda estão vivos, mas, por motivos particulares, a filha perdeu totalmente o contato com eles há anos. REENCONTRO Raquel e Débora conversaram por telefone às 18h30. Ambas estão ansiosas para o encontro, mas não puderam agendá-lo para os próximos dias por não terem condições financeiras para a viagem. “Não guardo mágoas da minha mãe de jeito nenhum e faço questão de vê-la. Se pudesse iria neste fim de semana, mas não tenho dinheiro”, disse Débora.

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