Mesmo com o fim das chuvas, o mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue) continua fazendo “vítimas” em Franca. Em um mês, os casos de dengue na cidade pularam de 39 para 55, segundo registros da Vigilância Epidemiológica. Os casos apontados até o momento são praticamente o dobro dos contabilizados no mesmo período no ano passado.
Com a mudança de clima, a tendência seria reduzir o número de agentes de saúde nas ruas, uma vez que o mosquito se reproduz em água acumulada. Mas não foi o que aconteceu. Atualmente, o combate é feito por 43 agentes que todos os dias percorrem os bairros da cidade. Agora, o trabalho será intensificado em especial naquelas regiões de ocorrência de casos positivos. “Nossa preocupação é acabar com os ovos postos pelos mosquitos durante as chuvas e que podem eclodir no próximo ano. Vamos fazer uma limpeza geral em objetos que servem de criadouros”, disse o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira.
Alexandre Ferreira diz não saber a razão para o descontrole da doença. Uma das explicações apontadas por ele diz respeito ao fato de o Instituto Adolfo Lutz, em Ribeirão Preto, ter voltado a realizar exames do sangue coletado de pessoas que apresentaram os sintomas da doença (em toda a região). Os trabalhos foram suspensos há vários meses por falta de kits de exames. “Com isso, os casos começam a aparecer agora”.
Preocupado em evitar uma epidemia, o secretário de Saúde pede ajuda da população. “A situação não é das melhores. Não tenho dúvida que os casos vão aumentar.
O que não podemos é deixar virar uma epidemia como está acontecendo em cidades vizinhas”. Ferreira disse ainda que a maioria das pessoas que ficou doente viajou para outros municípios, como Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia e norte de Minas, focos da doença. “Para vencer o mosquito, é preciso que a população nos ajude. Os agentes ainda encontram muita dificuldade em fiscalizar em razão da resistência de moradores que não permitem a entrada dos mesmos nas casas.
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